por Luara Calvi Anic
Tpm #101

Tem 30 anos e não sabe o que quer da vida? Tpm prova que você não é uma fracassada

Não fala inglês e já tem 20 anos? Ainda na casa dos pais aos 25? Mais de 30 e ainda não sentiu o reloginho biológico bater? Nunca ouviu falar em home broker aos 35 anos? Vai fazer 40 e nunca foi convidada para dar uma palestra? Em que planeta você vive? Provavelmente, no dos fracassados. Pelo menos, é nisso que querem que você acredite.

Quando você comprou seu apartamento? Nunca? E seu carro, de que ano é? Ah, você anda a pé. E essa camisetinha, foi um achado da Topshop, aposto! Ops, você nunca pisou na loja inglesa. Tenho uma banqueteira ótima para cuidar do seu casamento! Casa que eu te conto. Ou melhor, arruma um marido antes, seu último namoro foi há três anos. Parlez-vous français? Ai, desculpa, você só fala português. Fracassada. É, isso mesmo, fra-cas-sa-da.

Embora você diga que não se importa muito com a opinião daquela sua tia, seria mentira dizer que não te incomoda ter que ouvir dela a pergunta de sempre: “Ainda no mesmo cargo, querida? Poxa, quando é que você vai conseguir comprar seu apartamento?”. Pode até substituir a pergunta: “Será que um dia eu vou ter o prazer de comprar um vestido luxuoso para o seu casamento?”. E tantas outras questões que, mais ou menos sutis, nos martelam diariamente.

Numa época de casamentos que não duram o tempo de as paredes descascarem e de profissões que não têm mais nada a ver com aquele diploma guardado na gaveta, a cobrança diante do não cumprimento de padrões ainda se instala sobre a cabeça das mulheres. Qualquer pessoa que não se encaixe nessas formas é, muitas vezes, vista como coitada. Esses padrões podem ser resumidos em uma listinha que, para o senso comum, representa o sucesso: ser bonita, inteligente, estar em evidência no trabalho (mesmo não sendo uma superprofissional), ter uma bolsa de grife valendo pelo menos três dígitos, um parceiro, uma vida sexual ativa, o corpo sempre em forma, filhos lindos, um guru, analista e dermatologista para chamar de seu – a ordem varia conforme a idade.

Diante desses clichês de comportamento, vale lembrar que o mundo está longe de ser um conto de fadas. No Brasil, segundo o IBGE, 188 mil casais se divorciaram em 2008; o número de trabalhadores informais, sem carteira assinada, é de cerca de 2,6 milhões; e só tem aumentado a quantidade de mulheres que optam por engravidar pela primeira vez dos 40 aos 44 anos. Mesmo assim, o que faz com que as pessoas ainda se sintam incomodadas e ansiosas por não se encaixarem em padrões?

Liberdade?
Um exemplo bem feminino do quanto essas pressões estão arraigadas na sociedade está no fato de a literatura médica mundial ainda qualificar mulheres com mais de 35 anos como “gestantes idosas”. É claro que não se pode ignorar que, quanto mais idade a mulher tem, mais velhos serão seus óvulos. Entretanto, chega a ser ofensivo e desconfortável para uma mulher na faixa dos 35 ouvir que é considerada “gestante idosa”. “A medicina está avançada e existem muitas grávidas aos 40 anos. O termo ‘idosa’ pode gerar ansiedade nas mulheres, uma angústia desnecessária, constrangimento e falta de aceitação”, acredita Márcia Maria da Costa, obstetra e coordenadora médica do hospital São Luiz, em São Paulo. Mesmo assim, nessa maternidade e em tantas outras no mundo, as mulheres são classificadas dessa maneira.

Entre as décadas de 60 e 80, com o surgimento da pílula anticoncepcional e o milagre econômico brasileiro, a mulher entra para o mercado de trabalho e conquista sua liberdade financeira e pessoal. Porém, ao mesmo tempo em que é emancipada, valores antigos de comportamento ainda imperam. “As mulheres brasileiras, criadas sob uma mentalidade patriarcal, reflexo de um país católico com 500 anos de colonização, são muito machistas. Estão patinando diante de toda uma liberdade financeira. Possuem valores infantis e investem em ideais de beleza inalcançáveis”, acredita a historiadora Mary Del Priore, autora de Corpo a Corpo com a Mulher e História das Mulheres no Brasil. “A burca da brasileira é o problema do envelhecimento”, resume.

Diante dessa cobrança generalizada, cada vez mais mulheres sofrem para se encaixar em padrões que não se limitam à beleza. “As meninas muito jovens já vão ao cabeleireiro com as mães, usam maquiagem e unhas pintadas. Existe um interesse em pertencer ao mundo que está na televisão, na revista Caras. Você vai ao shopping e os cabelos são todos iguais, as roupas e os Botox são os mesmos”, reflete Tai Castilho, terapeuta familiar há mais de 20 anos e idealizadora do Instituto de Terapia Familiar de São Paulo.

É também parte dessa idealização do mundo de Caras o sonho com um casamento nos moldes das cerimônias das celebridades. “Em casa, até hoje, as meninas são bombardeadas pelas próprias mães com o sonho do casamento, de encontrar o homem perfeito”, acredita a historiadora Mary. Para a psicóloga Tai Castilho, que atende famílias toda semana em consultório, a “indústria de princesas” contribui para que esse sonho permaneça no subconsciente feminino. “Você vai até a banca de jornal, locadora e encontra livros, revistas, filmes de princesa. É difícil tirar essa ideia da cabeça da criança, pode se estender até a vida adulta. O dia do casamento é o dia da princesa, vira uma exigência social”, diz Tai Castilho.

Indústria de clichês
Nas livrarias do país, uma seção chamada “desenvolvimento profissional” recheia as estantes com dicas de como manter o emprego, ganhar mais, subir na vida profissionalmente. Entre esses livros estão títulos como O Sucesso Passo a Passo (Globo), do bestseller Max Gehringer, autor conhecido pelos seus quadros no Fantástico e na rádio CBN que já soma mais de 100 mil títulos vendidos. Em um dos capítulos, ele lista quatro posições da carreira profissional. “Dos 18 aos 25 anos, é a fase do aprendizado. […] um jovem tem a impressão de que ganha menos e tem menos oportunidade do que deveria; dos 26 aos 34 anos é a fase da coragem […] um jovem de 26 anos que ainda está procurando estágio já ficou para trás; dos 35 aos 45 anos é a fase da colheita […] o salário de alguém de 40 anos deveria ser, no mínimo, dez vezes maior do que era aos 20; dos 45 anos em diante vem a fase da inércia. O funil das boas oportunidades fica mais estreito e poucos passarão por ele.” Ou seja, na visão do autor, se você tem 26 anos e ainda tem alguma dúvida quanto à profissão que deseja seguir, provavelmente está fadada ao fracasso. Ou, se tem 45 ou mais, seu destino é, invariavelmente, a inércia. Tpm procurou Max para entender por que seu livro faz tanto sucesso, mas ele respondeu que não dá entrevistas por questões contratuais.

A economista e consultora financeira de empresas como Nextel e Petrobras Glória Pereira atenta para a entrada da “geração Y” no mercado de trabalho. São jovens de 18 a 30 anos, com vivências internacionais e extremamente conectados ao mundo através da internet. Empreendedores, eles não veem o emprego como a única forma de ganhar dinheiro, tampouco pretendem passar o resto da vida numa mesma empresa. “Emprego é coisa de quem ganha salário mínimo e não tem formação. O apego à carteira assinada é uma forma antiga de pensar.” Segundo Glória, a geração Y veio para se desgarrar das amarras do século 20. “É preciso ter uma formação, mas isso não é mais o diferencial, é o básico. Mudar de profissão faz parte do desenvolvimento da pessoa no mundo”, defende.

A expectativa de vida do brasileiro não chegava a 50 anos em 1950. Este ano, espera-se que chegue a 45,4 mil o número de pessoas com mais de 100 anos no país, segundo estudo do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea). Acreditar que 45 anos é a “fase da inércia” é fugir da festa meio século antes. A revista francesa L’Express, uma das mais importantes daquele país, recentemente fez uma matéria sobre a geração babyboom, que nasceu na década de 60 e hoje, aos 50 e poucos e com os filhos criados, vive o auge de suas vidas. “Nos passos de Demi Moore (47), George Clooney (49) e Madonna (51) […], os comerciais de rugas, óculos de sol, carros e viagens de navio escolheram bem o seu alvo. Esses idosos cheios de vitalidade têm gostos de jovens e um estilo moderno e divertido. E, melhor ainda, dinheiro.” Na matéria, o sociólogo francês Serge Guerin, especialista em questões ligadas ao comportamento dessa geração babyboom, lembra: “Em meio século, a expectativa de vida aumentou mais do que nos cinco milênios anteriores”.

Essa pequena amostragem de mulheres que ilustram esta reportagem prova que, por mais que a pressão social exista, a probabilidade de encontrar pessoas que preenchem a todos esses clichês é cada vez mais escassa. Isso porque não existe mais um modelo de mulher ideal. Ou melhor, de ser humano ideal. “A mulher não tem totalmente resolvida a dívida com os seus papéis tradicionais e clássicos de feminilidade, que estão contidos nos seus ancestrais. Ela sabe que conquistou tudo que conquistou ao custo de romper com essa tradição”, esclarece a psicanalista Diana Corso, coautora do livro Fadas no Divã e colunista do jornal Zero Hora. “Com esse rompimento, a mulher se divorciou do passado clássico da feminilidade. Hoje os homens trocam fralda enquanto as mulheres gerenciam os negócios.” O contrário também é válido – mulheres no tanque e homens na empresa –, desde que seja uma escolha, e não a tentativa de se moldar a uma forma.

* * * 

I'M NOT A LOSER, BABY

Tenho 39 e não estou casada, não tenho filhos e não sei dirigir. Você acha que sou fracassada?

Por Nina Lemos

Eu tenho 39 anos e não estou casada. Não tive filhos e isso não está nos meus planos urgentes. O sonho da casa própria ainda espera (até quando?). E, não, eu não tenho carro, porque eu não sei dirigir. Se você pensa que eu sou uma ótima cozinheira e ofereço jantares finos para os amigos, esqueça. Eu não sei nem fazer arroz.

Essa sou eu, Nina Lemos, 39 anos, uma loser, prazer.

Se eu fosse homem, eu não teria que explicar nada. Nem escrever este texto. Eu estaria apenas aproveitando a vida. Seria um cara foda. O único problema seria eu não ter carro, claro.

Como eu sou mulher, posso fazer uma lista para provar para vocês que eu não sou uma loser. Será que isso é necessário?

Na dúvida... Tenho bom coração e sou cercada de amigos que me amam. Tenho 20 anos de análise e adoro criança. Já me apaixonei por homens que também se apaixonaram por mim e sou amiga de boa parte dos meus ex-namorados. Ainda vou me apaixonar outras vezes, claro. E, se você tem 27 anos e acha que ter quase 40 é fazer parte de uma outra dimensão, eu aviso. Não é. A gente é a mesma pessoa. Só que menos neurótica (se você fizer esforço para isso, claro).

E profissionalmente, no mundo atual, não existe estabilidade, o que é ótimo. OK, eu poderia ser funcionária de uma estatal, mas morreria de tédio. No meu caso, trabalho em casa, tenho liberdade para escrever sobre coisas de que gosto. Algumas pessoas dizem que o que eu escrevo as ajuda. E, ah, eu lancei sete livros e um romance, que eu escrevi sozinha! Não estou rica. Mas esse nunca foi meu objetivo. Não preciso de muito dinheiro, graças a Deus. E agradeço por isso todos os dias. Pago as minhas contas escrevendo. Nunca achei que isso fosse possível, nem nos meus mais ambiciosos sonhos adolescentes.

Satisfeita? Se eu estivesse casada e tivesse três filhos, e ainda soubesse cozinhar e dirigisse uma picape para pegar as crianças na escola, talvez eu não precisasse contar tudo isso. Eu seria inserida na sociedade com destaque automaticamente, com direito a alguns pontos de milhagem.

Sim, eu já me senti freak muitas vezes. Principalmente no Natal, quando todos têm filhos e maridos e eu não. Mas depois de algumas viagens para Berlim (onde as pessoas de 40 anos podem ser alternativas sem serem consideradas loucas) e os tais anos de análise passei a achar que tudo bem.

Na verdade, passei a achar que tudo ótimo. Eu sou uma pessoa legal e contente com a minha vida (nem sempre, claro!). Quase todos os meus amigos são meio parecidos comigo. No sentido de estarem ligados no que está acontecendo. A Costanza Pascolato, que tem 70, me disse outro dia que largou as filhas indo a museus em uma viagem a Londres e foi com o neto para o rock. Ela ganhou dele um anel de caveira e não o tira por nada. Vocês acham que a Costanza é louca?

Algumas pessoas da minha família já devem ter achado que eu era. E por isso arrumaram uma maneira de me rotular. Elas acham que eu sou artista. Eu não contrario. Se é mais fácil para elas pensar assim, tudo bem.

Mas e se eu não escrevesse livros, não aparecesse de vez em quando na televisão nem mostrasse minha cara aqui na Tpm? Aí eles iam achar que eu era o quê? Só “artista” pode ter 39 anos e não ser casada nem ter filhos?

Não era para ser assim, mas é. Tenho muitas amigas da minha idade solteiras e sem filhos. E também tenho amigas casadas e com filhos. Todas ficam insatisfeitas às vezes porque a vida não é fácil. E aquelas que pararam de trabalhar para cuidar dos filhos se acham losers e às vezes até inventamos um campeonato.

– Eu vou fazer 40 anos, não tenho filhos e tô solteira!

– E eu que fiz mestrado e hoje sou só uma mãe? Se eu não arrumar um emprego de novo antes de fazer 40 vou me matar.

Brincadeira macabra essa, não?

Mas não, nada disso. Nós não somos losers, baby. Nós somos incríveis (na maioria das vezes).

PS.: Nina Lemos está solteira, mas pode estar casada quando você estiver lendo este texto.

* * *

NO PADRÃO?

De famílias mais ou menos tradicionais, com vidas super e nem tão agitadas, de idades e profissões diferentes, estas cinco mulheres contam como lidam com a pressão social. E mostram que, independentemente da quantidade de x marcado nas tabelas, o que importa é como se relacionam com essa história


Clara Mei
20 anos, enóloga

Terminando alguma faculdade (X)
Inglês fluente e estudando outra língua (X)
Intercâmbio no currículo (X)
Ser estagiária da empresa de seus sonhos (X)
Não ser virgem (X)
Ter um blog e mais de mil seguidores no Twitter (X)
Ser VIP na balada (X)
Conhecer detalhes da vida noturna de sua cidade (X)
Ter um drink preferido (X)
Ter carteira de motorista e um carro ( )


Paloma Bernardi
25 anos, atriz


Faculdade concluída e planos para pós no exterior (X)
Viagens para fora com fotos no Facebook (X)
Inglês fluente. Se for trilíngue, melhor ( )
Já ter participado de pelo menos um ménage à trois ( )
Saber passar delineador sem parecer rockstar (X)
Morar sozinha ou dividir apartamento ( )
Usar creme antirrugas para prevenção (X)
Saber andar de salto como se estivesse descalça (X)
Ser contratada. Estágio é coisa do passado (X)
Ter previdência privada ( )

Baseado no que se espera de você com 20 anos
Clara Mei é um claro exemplo da geração Y. Aos 20 anos, é formada em dança pela Faculdade de Viena, na Áustria, porém trabalha com vinhos. Ao contrário do que indica nossa lista de clichês, a carioca não é mais estagiária, mas sommelière-chefe do grupo de hotéis Marina, no Rio. “A minha vida já é diferente de qualquer pessoa da minha idade. Perdi amigas da minha infância porque trabalho à noite e assumi cargos maiores. Por causa das responsabilidades, acabo deixando um pouco a farra.”
Baseado no que se espera de você com 25 anos
Paloma Bernardi já tem uma profissão encaminhada e duas faculdades concluídas. Ao mesmo tempo, não paga previdência privada, nunca fez intercâmbio e ainda mora com os pais. Só provou a sensação de morar sozinha durante o período em que estava gravando a novela Viver a Vida, da Rede Globo. “Não acho que seja uma prioridade sair de casa nem sinônimo de independência. Ficaria na casa da minha mãe até os 50 anos se não tivesse motivo para sair.”
  

Maria Prata
31 anos, jornalista


Ter negócio próprio e uma empresa aberta (X)
Ter um analista, guru ou mestre espiritual (X)
Praticar esportes, no mínimo, três vezes na semana ( )
Ter um relacionamento de mais de dois anos ( )
Ter bebê e estar com corpão um mês depois ( )
Poucas rugas e dermatologista pra chamar de sua (X)
Sexualmente experiente e segura de si (X)
Estar comprando apartamento ( )
Saber cozinhar e comprar vinhos ( )
Acompanhar o movimento da bolsa de valores ( )


Daniela Rubini
36 anos, empresária

Já ter aparecido na mídia por se destacar no trabalho (X)
Ter uma mala de viagem de grife ( )
Ter pelo menos um herdeiro (X)
Estar com bunda e peitos no lugar (X)
Muitas milhas no cartão de crédito (X)
Amor da vida encontrado, mesmo que só até amanhã (X)
Ter um salário de, pelo menos, R$ 10 mil (X)
Contar com diarista, babá e cozinheira todos
os dias ( )
Saber tudo de home broker (X)
Filhos que estudam em escolas descoladas (X)

Baseado no que se espera de você com 30 anos
Aos 25 anos, a jornalista de moda Maria Prata já estava com a tabela de clichês cheia de bônus. Tinha estudado fora, era casada e, profissionalmente, já assinava como editora de moda da revista Vogue. Hoje é editora-chefe do canal Fashion TV. “Aos 30 anos estou mais madura profissionalmente. Antes, toda vez que me colocava em dúvida, metia a cara. Hoje sei das minhas qualidades, do que sou e não sou capaz de fazer.”
Baseado no que se espera de você com 35 anos
Daniela fez tudo em idades diferentes do que sugere o senso comum. Saiu de casa aos 17 para morar sozinha, casou aos 21, se separou aos 28 e, aos 32 anos, viajou para a Austrália para estudar inglês. Formada em publicidade, circulou por grandes agências do país e, há dois anos, abriu a Simple Comunicação. “Como fiz tudo ao contrário, aos 30 anos foi como se eu tivesse renascido. Comecei a fazer análise e diminuí minhas expectativas sobre mim mesma.”
  

Andrea Barata Ribeiro
45 anos, cineasta


Saber dos melhores livros, filmes e exposições (X)
Uma viagem ao exterior por ano (X)
Ser ou já ter sido chefe (X)
Dar palestras sobre o seu trabalho ( )
Ter algum trabalho publicado ( )
Ter iPhone para não perder o timing das coisas (X)
Estar gostosa. Caída, nessa idade, não dá ( )
Ter filhos educados, fofos e gentis ( )
Não ter filhos e fazer tratamento para ter ( )
Ter um cartão sem limite ( )

 
Baseado no que se espera de você com 40 anos
Andrea não faz parte de redes sociais como Facebook e Orkut. Produtora executiva e sócia da O2 filmes, ela já fala com gente demais todos os dias para se entregar às amizades virtuais. “Acho o fim da picada esses clichês e, de forma geral, não me enquadro neles. Aos 40 anos, atento mais para minha saúde e tento dividir o meu tempo de maneira mais proveitosa.” Andrea tem dois filhos e acaba de terminar um casamento. Não pretende casar de novo, pelo menos não no formato convencional.
 

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