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Deborah Colker* escreve sobre seu recente espetáculo, Cruel. Este ano, ela voa para o Canadá, onde dirige uma nova montagem para o Cirque du Soleil, que estréia em 2009
O meu processo criativo parte sempre de duas vertentes: o assunto e a relação do movimento com o espaço. Cada novo espetáculo nasce do anterior. Comecei a desenvolver essa pesquisa com a relação espacial no Velox, em 1995.
Estou há um ano e meio debruçada em Cruel. O balé anterior, Nó, de 2005, falava de desejo, da condição humana. E o desejo é muito cruel. A beleza é cruel. A juventude e a velhice são cruéis. O amor é crudelíssimo. Com esses espetáculos quero falar da condição humana, daquilo que a gente não escolhe. No segundo ato de Cruel coloco os bailarinos diante do espelho. Não tem situação mais cruel do que se encontrar consigo mesmo. Com sua história. Com seu passado e futuro.
A dança é a forma como me expresso. É aquilo que me traduz, que me afirma. No fim, o ser humano é minha grande fonte de inspiração.
*Deborah Colker é bailarina e coreógrafa da Cia. Deborah Colker
Vai lá: Teatro Municipal de São Paulo – pç. Ramos de Azevedo, s/n, centro, São Paulo, (11) 3397-0327. A peça estréia em setembro, mas ainda não tem data definida. Cia. de Dança Deborah Colker, www.ciadeborahcolker.com.br
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