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Conheça Filipe Catto

Com música na novela Cordel Encantado e timbre peculiar de voz, gaúcho é revelação da MPB

Filipe Catto

Filipe Catto / Créditos: Luiza Só


Por Luiz Filipe Tavares

em 4 de maio de 2011

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Vinte e três anos de idade e experiência de palco pra veterano nenhum botar defeito. Filipe Catto chegou em São Paulo em 2010 e já abriu caminho para tocar o repertório de seu primeiro EP, Saga, em alguns dos mais cultuados palcos da cidade. Com público crescendo a cada dia, o portoalegrense de voz excepcional estreou a faixa-título de seu disco na trilha sonora da novela Cordel Encantado, como tema da grande vilã Duquesa Úrsula, personagem de Débora Bloch. Assim, Filipe se prepara para alçar vôos ainda mais altos com seu trabalho autoral e cheio de personalidade.

A música estreou oficialmente na novela durante a última semana, em uma cena onde Nicolau (Luiz Fernando Guimarães) discute com Úrsula sobre a roupa que a personagem de Débora Bloch escolhe para sair de casa. Quando a Duquesa enfim deixa a casa, “Saga” entra como um rompante dando o tom das cenas que vem a seguir. O casamento ideal entre a dor que a letra da música passa e as atitudes da vilã da novela de Duca Rachid e Thelma Guedes. Você pode ver a cena completa clicando aqui.

Interprete de coração e compositor por opção, Filipe recebeu nossa equipe em sua casa para uma conversa descontraída, falando sonre o começo da carreira, a mudança para São Paulo, a chegada até a trilha sonora da novela e sobre a sua maior paixão: a música. Dono de voz e de carisma invejáveis, o cantor até deu algumas palhinhas de seu repertório com exclusividade para o site da Tpm.

Com influências que vem do passado como Elis Regina e Ângela Rô- Rô se fundindo com os mais roqueiros Soundgarden e PJ Harvey, a música de Filipe é um sopro de som orgânico na tão estéril e eletrônica nova MPB. Seja em momentos jazzísticos, quase de cabaré, como em shows mais relaxados como o recém-realizado no AP80, em São Paulo, o cantor abusa da espontaneidade e transforma toda sua simpatia natural em performance quando está em cima do palco.

A voz de contratenor, coisa tão rara na música brasileira, é o que mais chama a atenção quando o rapaz está cantando. Fica impossível não associar a imagem diretamente ao grande Ney Matogrosso, ambos donos de timbre bem próximos. Mas o som de Catto é tão autoral e tem tanto a comunicar, que em pouco tempo a comparação entre os dois se torna irrelevante. Pés-no-chão e observador fora do palco, totalmente liberto quando abre a boca diante do público. No tango, no samba, no bolero, ou o que seja, Filipe é uma das grandes revelações da boa música popular brasileira dos anos 2010. 

Vai lá: www.myspace.com/filipecattomusic
www.twitter.com/filipecatto 

Veja o vídeo abaixo:

 

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