por Ana Manfrinatto

Este é o título da capa do adn, suplemento cultural do jornal La Nación que saiu na sexta-feira passada (já sei, ando atrasada com os posts). O caderno é quase todo dedicado à cultura nacional e, como o título avisa, fala do Brasil como sendo uma potência na área. O que é melhor: escapando de clichês.

Na matéria principal, o amigo jornalista Leonardo Tarifeño viajou a São Paulo e encontrou, dentre outras coisas, muitos helicópteros no céu. Se você é paulistano, certamente já se acostumou com o bate-estaca das hélices. Mas, acredite, isso chama a atenção dos turistas.

Eu que morei em São Paulo e depois caí pra Buenos Aires, hoje em dia me espanto com o bate-estaca de uma única hélice, a do helicóptero presidencial, que leva a Cristina Kirchner de Olivos pra Casa Rosada todos os dias. E se, por sorte ou azar do destino, tem algum outro dando mole no céu, é treta na certa.

Mas além de besourinhos voadores rasgando o skyline da paulicéia, o Leo também se encontrou com outros dois amigos jornalistas (Ronaldo Bressane e Marcelo Rezende) e escreveu sobre cultura livre, Fora do Eixo, escritores do interior como o Xico Sá, a Mercearia na Rua Rodésia (saudades dos pastéis!), Sarau da Cooperifa, SESCs, CÉUs, Teatro dos Satyros, Praça Roosevelt e muitos graffitis.

Já o Alberto Armendáriz, correspondente do La Nación no Rio, falou sobre a cidade maravilhosa que vai além do carnaval. Celina Chatruc viajou a Porto Alegre para contar sobre como a cidade aposta na arte para crescer. E, óbvio, também tem um texto sobre a revolução que está acontecendo em Belém do Pará graças ao sistema de produção e distribuição musical. Auuu!

Ah, também saiu “Laila”, um conto inédito do Daniel Galera traduzido para o espanhol. Resumindo: é bonito demais ser de um país visto pelos hermanos como uma potêncial cultural, né não?

Pra quem quiser ler a matéria, ela está aqui (em castellano).

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