Beleza põe mesa
A chef Helena Rizzo, 31, prova que paz de espírito é seu ingrediente fundamental
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Quem vê a gaúcha Helena Rizzo em ação na cozinha do Maní, em São Paulo, não imagina que ela veio para a capital paulista inicialmente para trabalhar como modelo. Durante o dia, fotografava. À noite, em vez de cair na balada, seguia para os restaurantes mais conceituados da cidade, não como cliente, mas como estagiária de cozinha. Aos 21 anos virou chef do Na Mata Café, no Itaim, e o burburinho em cima da cozinheira que era modelo começou a incomodar. Foi então que ela decidiu abandonar tudo e ir para a Espanha, meca da gastronomia mundial, para ganhar experiência e fugir do estigma que a chateava. Foram três anos de ralação – e a experiência lhe rendeu o estofo necessário para voltar ao Brasil e retomar a carreira na gastronomia nacional. Em 2009, Helena foi a primeira mulher a ganhar o prêmio Chef do Ano pela revista Veja. E, mês passado, a gaúcha recebeu o prêmio Chef do Futuro, da Academia Internacional de Gastronomia, em Paris. Escondida entre panelas e receitas, é preciso um olhar atento para encontrar a mulher de traços delicados que não tem grandes obsessões estéticas, mas que adora se cuidar e estar em paz com ela mesma.
Dá para ser gata numa cozinha? É difícil, viu? É um trabalho que castiga cabelo, pele, postura. Por isso nado, corro, cuido da pele do rosto, tomo muitos sucos…
Quando você era modelo tinha uma rotina de beleza muito diferente? A verdade é que, apesar de ser bem vaidosa, eu nunca fui muito “cuidada”. Sempre gostei de sol, de praia, enfim, nunca fui muito neurótica.
Você fica paranoica quando ganha uns quilinhos? Não me incomodo. Sempre que não trabalho, engordo. Vou a mil restaurantes e como o que tenho vontade. Mas, quando volto para o batente, acabo perdendo naturalmente o que ganhei.
Assistente de foto Isabel Medeiros Maquiagem Leandro Flandes (BLZ)
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