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De uma hora para a outra, todas as suas amigas começam a correr contra o relógio biológico e viram mães. Você, que teve filho com 20 e poucos, se sente quase uma avó
Por Laura Guimarães e Juliana Sampaio, do http://Mothern.blogspot.com
Tive minha primeira filha aos 26 anos. Eu já não era nenhuma adolescente, mas foi um pouco cedo para os padrões atuais. Sem planejamento, começando uma carreira, começando um casamento, tudo meio improvisado, com suas alegrias e perrengues. Mas tudo foi se ajeitando e minha filha é hoje uma quase adolescente linda. O maior problema daquela época é que eu não tinha com quem dividir as dores, as descobertas e as baixarias da maternidade. Minhas amigas não tinham filhos ainda. E agora, quando o despertador biológico começa a disparar em contagem regressiva, elas resolveram, todas de uma vez, experimentar a vida selvagem. Com a carreira consolidada, com grana, com ou sem companheiro, com insegurança e também com a maior coragem, minhas amigas de quase quarenta estão virando mães.
Eu visito, tento falar coisas sensatas, dou telefones, indico pediatras, pego o bebê no colo, acho que até ajudo. Fico olhando para aquele ser humano tão pequeno e tão dependente e penso se é mesmo verdade que passei por aquilo duas vezes. Elas me perguntam coisas, me pedem conselhos que, na maioria das vezes, nem sei dar. É que já tem muito tempo. E tudo depende tanto. E cada caso é um caso. E mais outros tantos clichês. Sei é que estou achando uma graça, uma delícia, essas amigas mães. E, com a chegada dessa segunda geração, estou me sentindo quase uma avó.
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