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A série “seja um monstro no trabalho” continua. Depois de lucrar com guias para mulheres que querem arrumar homens, a indústria de auto-ajuda investe em manuais para se dar bem no trabalho – sem jamais ser boazinha, claro
Uma nova mania tomou conta do mercado de “literatura” feminina. Antes tínhamos apenas os manuais de auto-ajuda para conquistar homens. Agora, além desses e dos livros de dieta, a febre são os guias de negócios para mulheres. Há pouco, recebemos um livro chamado Mulheres Ambiciosas Ganham Mais, que foi devidamente queimado na nossa fogueira. Este mês, recebemos outro do mesmo gênero: Mulheres Lideram Melhor Que Homens, de uma americana chamada Louis Frankel.
A mesma moça já lançou as seguintes pérolas: Mulheres Boazinhas Não Enriquecem e Mulheres Ousadas Chegam Mais Longe. Em Mulheres Lideram Melhor, a executiva bate na tecla preferida dessas executivas “boas de negócios”: falar que as mulheres precisam ser duronas. Um dos capítulos chama: “O desafio dos riscos, chega de ser boazinha!”. Segundo o manual, as mulheres são divididas em três tipos: as boazinhas perdedoras, as maduras e as feras (as chefes malvadas que tratam os outros mal). E ainda traz um monte de conselhos ensinando, por exemplo, a ser popular (??). Claro, o livro foi queimado. E só não falamos mais mal dele porque, no fundo, somos mulheres boazinhas.
Não vai lá: Mulheres Lideram Melhor Que Homens, de Louis Frankel
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