por Daniel Balaban
Tpm #92

Está endividada até o pescoço e não sabe por onde começar a pagar? Organize suas finanças

Tpm. Tenho um carro velho. Numa feira de automóveis querem pagar muito menos do que ele vale. É mesmo necessário estar sempre com um possante zero-quilômetro? No Brasil o custo para adquirir e manter um carro é absurdo. Muitas vezes não nos damos conta, mas ter um carro dificulta demais a nossa vida financeira. Em primeiro lugar o custo inicial de um zero-quilômetro é altíssimo. Além de sofrer uma grande depreciação, pagamos financiamentos, impostos, seguro, multas, gasolina, manutenção. Sem falar naqueles amassadinhos eventuais de uma terça chuvosa. Um carro zero financiado de
R$ 40 mil pode chegar a custar mais de duas vezes esse valor ao longo de cinco anos. Não é necessário estar sempre com um carro zero. Muito pelo contrário, normalmente um carro zero é um fardo pesado em nossos orçamentos. Se você conseguir manter um carro bem revisado e com a mecânica em dia, não há problema algum em continuar com ele por um bom tempo. Dez, 15, 20 anos ou até mais. Agora, se você gosta mesmo de carros ultramodernos e bacanas não há problema nisso, desde que eles não se tornem uma âncora em sua vida.

Tpm. Quando as dívidas são muitas: cartão de crédito, cheque devolvido, conta de telefone, faculdade. Por onde e como começar a pagá-las? Quando a situação aperta mesmo, você tem que ser um pouco egoísta e pensar em benefício próprio, ou seja, é melhor pagar as contas referentes àqueles serviços imprescindíveis. Pelos exemplos citados, eu pagaria primeiro a faculdade e o telefone. Por outro lado, as taxas de juros para saldo devedor no cartão de crédito e no cheque especial são muito altas. Se você possuir dívidas desse tipo e não estiver conseguindo pagá-las, converse com o seu gerente para buscar uma alternativa de crédito mais barata. Como um empréstimo pessoal ou, ainda melhor, consignado. No empréstimo consignado a taxa de juros é bem menor porque as parcelas da dívida são deduzidas diretamente do seu salário. De maneira prática, você também deveria organizar as dívidas por ordem de prioridade numa tabela em que fique claro o valor da dívida, o vencimento e, principalmente, a taxa de juros para atrasos. Uma boa dica é, caso faça compras parceladas no cartão ou no cheque pré-datado, organize as suas dívidas na planilha e programe-se para não gastar esse dinheiro enquanto estiver pagando as mensalidades. Caso contrário, você ficará com cheques ou cartões voadores que aterrizarão na sua cabeça quando você menos esperar.

* Daniel Balaban, 34, é economista e está aqui para te ajudar nas questões do bolso. Mande suas  dúvidas para cartas@revistatpm.com.br que ele te esclarece o complicado mundo das finanças

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