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A vida como ela é

A turma de Laís Bodanzky : o montador de cinema, a dona de uma escola, o palhaço e Denise Fraga

A vida como ela é

Por Ariane Abdallah TPM #93

em 9 de novembro de 2009

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Daniel editou um filme com

Ele transformou mais de 50 horas de imagens no filme Cidade de Deus, em 2003. Hoje, o paulistano Daniel Rezende, 34, é o montador mais requisitado do cinema brasileiro. Em seu currículo, Diários de Motocicleta, Ensaio sobre a Cegueira e Tree of Life (inédito de Terrence Malick, com Brad Pitt). Ex-DJ e pai de Henrique, 5, Daniel se diz fundador de uma religião: o Chocoísmo. “Chocolate alimenta a alma”, brinca, enquanto saboreia um “70% cacau”. Depois de As Melhores Coisas do Mundo, de Laís Bodanzky, com Denise Fraga no elenco, ele finaliza Ela, Ele, Eu, de Nando Olival.

Denise, que aplaudiu de pé

Denise Fraga, 45, tem profissões ocultas: decoradora e cabeleireira. A primeira sempre foi um hobby. A segunda foi por acaso: o filho Pedro, 10, passou a tesoura na franja e foi ela quem consertou o estrago. Ficou tão bom que até hoje cuida do penteado do primogênito Tiago, 12, e do marido, o diretor Luiz Villaça. A atriz, que protagonizava o “Retrato Falado”, no Fantástico, e o programa interativo Norma, ficou seis anos em cartaz com a peça Trair e Coçar… É só Começar. Agora nos palcos paulistanos com A Alma Boa de Setzuan, também não dispensa um samba no Ó do Borogodó, em São Paulo.

Paulo, pai de alunas de

O ator e cenógrafo Paulo Federal improvisa. A criatividade vai da parede coberta por embrulhos de chocolate Ferrero Rocher – onde guarda as máscaras que decoram a sala de casa – ao seu ganha-pão: o grupo Jogando no Quintal, um jogo de improvisação de palhaços famoso em São Paulo. O espetáculo agora tem versão na TV Cultura e público fiel: Denise Fraga recomenda. Antes de virar palhaço, foi professor de maternal e está em cartaz com a peça infantil No meio da Noite Escura Tem um Pé de Maravilha. Ele adora crianças, em especial Joana, 5, e Olívia, 2 – as filhas que já reconhecem seu assobio de longe.

Therezita

A dona da escola das filhas de Paulo é enfática: “As crianças precisam aprender e brincar”. Há 50 anos educando pequenos de 8 meses a 7 anos, na Te Arte – famosa em São Paulo pel chão de terra e pelas árvores frutíferas –, Maria Thereza alimenta o desenvolvimento da mente, da afetividade e da autonomia. “Ela fala com os alunos de igual para igual”, conta Laís Bodanzky, editora convidada desta Tpm, que lá colocou suas filhas. “Não se pode perde esse período num ensino quase profissionalizante”, diz Therezita, que, aos 76, tem energia para cuidar dos grandes cidadãos de seu quintal.

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