por Djamila Ribeiro

’’Minha luta é para que nós mulheres negras possamos ser consideradas não mais sujeitos implícitos, mas sujeitos protagonistas’’

Minha luta diária é para ser reconhecida como sujeito, impor minha existência numa sociedade que insiste em negá-la. E, ao fazer isso, lutar coletivamente com outras mulheres para que possamos enfrentar o machismo e o racismo. Como feminista negra, luto por uma sociedade sem hierarquia de opressão onde possamos ser respeitadas na nossa humanidade e identidades. Acredito que racismo, machismo e heterossexismo, apesar de serem opressões diferentes, estão subordinados a mesma estrutura e combater um e reforçar outro não traz mudanças significativas, apenas se está reforçando o poder que se diz combater. Minha luta é para que nós mulheres negras possamos ser consideradas não mais sujeitos implícitos, mas sujeitos protagonistas, que não sejamos mais aviltadas em nossa humanidade.

*Djamila Ribeiro é pesquisadora e blogueira do Escritório Feminista, do site da revista Carta Capital 


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