apresentado por Suzuki

Em tempos de economia colaborativa, três novas empresas dão o tom e a Suzuki lança uma iniciativa de compartilhamento, o Test Live

Nem é preciso lente de aumento. A tendência da economia compartilhada não é segredo: a fama do Uber, por exemplo, brotou de uma brecha, quando o público não teve a satisfação garantida ao reclamar por táxis com tarifas OK e serviço de qualidade; também o sucesso do Airbnb emergiu das lacunas dos hotéis, como disponibilidade flexível, mais opções de preços e relação olho no olho; na mesma toada, não foi a Netflix que matou as locadoras de vídeo, o que houve foi suicídio, dadas as cobranças que não cabiam mais no bolso de ninguém. Em suma, o elemento decisivo para o sucesso dessa nova forma de fazer negócio não foi só a evolução da tecnologia – com GPS, apps, redes sociais, mas também o foco nas pessoas. Eis um cenário inédito no mercado, em que não é preciso que uma das partes envolvidas perca para a outra ganhar (o vendedor não fica rico às custas do empobrecimento do cliente, por exemplo). O que acontece é uma relação em que todo mundo pode sair ganhando: o empresário, em quantidade e reconhecimento; e o freguês, em economia e bom proveito. É a história do compartilhamento que, não à toa, virou tendência mundo afora. Na América Latina, o Brasil é líder em iniciativas do tipo.

Desta vez, foi a Suzuki que incorporou o conceito. Para lançar seu novo Vitara, recauchutou um serviço um tanto obsoleto, o velho test drive, numa experiência aos moldes da economia colaborativa. Tudo sob a batuta de quem entende do negócio: a PegCar, uma plataforma de compartilhamento de automóveis que conecta donos de carro a pessoas interessadas em alugar. Com essa parceria, que aconteceu ao longo dos últimos meses, o usuário simulava uma experiência real com o Vitara, durante 24 horas – pôde até ir à praia, num bate e volta. Bastava se cadastrar, reservar dia e horário para a retirada do veículo e a devolução era realizada no dia seguinte (os usuários pagavam sua gasolina, mas o seguro estava incluso).

Para testar a ideia, a gente separou algumas das empresas colaborativas brasileiras mais interessantes do momento:

PegCar

Há dois anos, os amigos Bruno Hacad e Conrado Ramires, ambos do mercado financeiro, não viam mais sentido no trabalho e viviam uma “crise de propósito”. “A gente queria fazer algo em que visse sentido e mais pessoas saíssem ganhando”, diz Conrado. Num dos tantos almoços em que se encontravam pra reclamar da vida, nasceu a alternativa: “E se criássemos uma plataforma de compartilhamento de carro entre pessoas?”. Hoje, eles mesmos são ativos na plataforma que fundaram; Bruno disponibiliza seu carro como locador, e Conrado, que não tem carro, está entre os mais de 20 mil usuários que alugam pela plataforma. “A ideia de se juntar à Suzuki no Test Live foi transformar a simples apresentação de um carro novo numa verdadeira experiência que envolvesse pessoas, reproduzindo o que a gente faz no dia a dia – e já sabe que dá certo: compartilhamento”, conta Bruno.

D.A.M.N Project

Sigla para design, arte, moda e neon, o princípio dessa espécie de brechó itinerante é: uma roupa que não serve para você pode servir para outra pessoa. Com isso em mente, a stylist Camilla Marinho sai por aí incentivando os outros a abrirem o closet e tirarem as peças em desuso, assim reúne tudo num bazar com ótimos preços – e direciona parte da renda a instituições de caridade. “Há três anos tem dado tão certo que, agora, a meta é transformar o D.A.M.N num hub criativo, um espaço para reunir gente e ideias em prol do consumo coletivo e de experiências sustentáveis”, conta. 

Dog Hero 

Conectar donos de cachorros a pessoas a fim de hospedar os bichos foi a ideia do empreendedor Eduardo Baer para atender uma demanda pessoal: depois de uma temporada nos Estados Unidos, finalizando o MBA em Stanford, ele sonhava em ter um filhote – mas que não empatasse as viagens de fim de semana de que ele e a mulher são adeptos. Então, dois anos e meio atrás lançou o app, permitindo que pessoas abram suas casas para cuidar (e usufruir) do cãozinho alheio. “O interessante é ver como isso ajuda a fomentar credibilidade entre as pessoas. Reunimos gente que confia no outro e que acredita no potencial do ser humano de ser mais colaborativo”, diz ele, que enfim entrou na dança: após hospedar vários cachorros pela plataforma, agora conta com a ajuda de outros anfitriões cadastrados (12 mil entre Brasil e Argentina) para dar conta da Amora, sua golden retriever recém-adotada. Veja o resultado no vídeo a seguir.

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