
O que, quem, onde, quando, como, por que – e, acima de tudo, com quem. Um dos criadores do novo jornalismo norte-americano, Gay Talese segue às últimas conseqüências o manual do jornalismo para revelar o que rola debaixo dos panos norte-americanos. Em detalhes: este quase-romance abre, por exemplo, com uma antológica seqüência em que um garotão se masturba enquanto apalpa uma pin-up de papel. Aliás, a história da Playboy rende um capítulo revelador – seu fundador, Hugh Hefner, era virgem até os 22 e criou a revista com somente US$ 600. Colônias de sexo grupal, a política puritana dos EUA (que calou gênios do naipe de Henry Miller e James Joyce) e a gandaia generalizada dos 60 são alguns temas, nunca tão bem descritos como neste clássico da história recente. Ótimo para ler na cama. (Ronaldo Bressane)
A Mulher do Próximo
, de Gay TaleseCompanhia das Letras, 488 págs.,
R$ 41,50
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