
O grande barato da edição 2007 da Mostra Sesc de Artes, que engloba todas as unidades do estado de São Paulo, é que não interessa só o resultado apresentado, mas também o meio, já que o processo de criação de grande parte das atrações é aberto ao público. Sob o tema Circulações, a mostra discute as hierarquias palco/platéia, artista/público e explora as diversas linguagens e técnicas que cada vez mais se apropriam das manifestações artísticas. È tanta coisa que não me arrisco a citar uma. Veja com os próprios olhos!
Vai lá:
unidades do Sesc
de 15/11(quinta) até dia 02/12
o preço varia, mas é sempre barato
Como nos velhos tempos, o radialista Moisés da Rocha comanda no teatro do Sesc Santana a Rádio Cantareira, uma série de programas de auditório com gente boa da música tocando ao vivo. Parte do evento Nos Trilhos do Trem das Onze, o primeiro programa recebe a Barbearia do Alaor, tradicional reduto de músicos no bairro do Jaçanã. Além de cantar sucessos dos anos 50 e 60, o barbeiro, cantor e percussionista Alaor Pereira contará histórias do bairro. Barba, cabelo e samba de primeira.
Vai lá:
SESC Santana, av. Luiz Dumont Villares, 579, Santana, 6971 8700
15/11, às 19h
R$ 8
Para celebrar o fim da Monarquia entre as rainhas da noite, a ala musical do 15° Festival Mix Brasil proporciona uma festa de sete horas, a céu aberto, em plena luz do dia e com a radiante presença das principais Drag Queens da cidade, além de talentosos performers e vários DJs. Todo o alvoroço é para comemorar dignamente as 15 felizes edições do festival. Entretenimento garantido para todas as raças, cleros, idades e, claro, opções sexuais. E vale como ensaio pra sempre gigantesca Parada do Orgulho Gay do ano que vem. [giovana piedade]
Vai lá:
Boulevard da avenida São João
15/11, das 12h às 19h
grátis
Quatorze fotógrafos integram a mostra desse ano, que tem em destaque os trabalhos de Luciano Carneiro, que participou da equipe de foto-reportagem da revista O Cruzeiro; José Yalenti, que foi combatente do Movimento Constitucionalista de 1932; e Germano Graeser, que produziu uma série focada na preservação e memória dos bens culturais nos anos 40. Os trabalhos expostos atravessam décadas e chegam aos dias de hoje com trabalhos de João Wainer, Fabiana Figueiredo, entre outros. [fernando aguiar]
Vai lá:
MASP, av. Paulista, 1.578
começa 16/11
R$ 15
Sábado de manhã é um excelente momento para fazer umas comprinhas, isso, claro, se conseguir acordar antes do meio-dia. Se rolar, pegue seus óculos de sol e vá até a praça Vilaboim para tomar um cafezinho na livraria Haikai. Estando lá, aproveite para dar uma olhada na liquidação de livros importados. De repente você encontra aquele livro de arte, fotografia ou design que tanto queria, fura as filas do Natal ou liquida o amigo secreto por preços módicos.
Vai lá:
Livraria Haikai, rua Armando Penteado, 44, Higienópolis
17/11, sáb., das 9h às 22h
livros a partir de R$40
Documentário sueco de 2003, dirigido por Erik Gandini e escolhido pelo júri do VI Festival Internacional de Cinema Ambiental [FICA], essa é uma oportunidade única de ver esse soco no estômago abastado de produtos. Tendo como dedo na ferida o Encontro do G8, em Gênova, o filme de 82 minutos é uma crítica feroz à sociedade de consumo e à globalização, coisas diretamente ligadas ao nosso “probleminha de aquecimento global”. Bom para ter em casa, e assistir toda vez que a fatura do cartão de crédito bater à sua porta. [endrigo chiri]
Vai lá:
Centro Cultural da Juventude, av. Deputado Emilio Carlos, 3641
17/11, às 15h30
grátis
Sorveteiros empunhando carrinhos distribuem picolés de água em parques da cidade. Não é uma ação de verão da prefeitura de São Paulo ou coisa parecida. Mas sim a “obra-provocação” Elemento Desaparecendo, Elemento Desaparecido, do artista Cildo Meireles, em que ele procura chamar a atenção para a escassez de água. Assim, malucas, são as idéias da mostra coletiva “Futuro de Presente”. Um monte de gente bacana reunida pensando o futuro da arte. Imperdível. [fernanda paola]
Vai lá:
Itáu Cultural, av. Paulista, 149
ter. a sex., 10h às 21h; sáb.-dom.,10h às 19h
grátis
Noite da mais pura tradição. O bar foi inaugurado em 1948, na esquina imortalizada por Caetano Veloso. O cantor começou no ano seguinte. Um caminhão de anos depois eles se encontram para mais uma temporada. Cauby Peixoto solta o vozeirão e balança a cabeleira no salão principal do Bar Brahma. Prepare sua serpentina para deslizar muitos chopps, vista sua melhor roupa e injete um pouco de tradição nessa vida fugaz. “Ne Me Quite Pas” e “New York, New York”, como sempre, presentes no excelente repertório de Cauby. [endrigo chiri]
Vai lá:
Bar Brahma, esquina das avs. São João e Ipiranga, 3333 3030
18/11, dom., às 20h
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