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Paz
em 27 de julho de 2015
Paz
Paz não é uma meta, antes é um exercício, uma atuação insistente que vai nos disciplinando e acalmando diante das complicações da existência. Li não sei onde que o homem percebe que é preciso agir sem violência quando um pernilongo pousa em seus testículos. É esdrúxulo, eu sei, mas pense nisso e veja quanta verdade nessa comparação radical. É uma batalha de cada momento de nossas vidas. Na verdade, somos violentos e reagimos com agressividade sempre que algo nos aborreça ou contrarie. Essa é nossa verdade e corremos o risco de sermos hipócritas se a negarmos. Mas pense em quanta inúmeras vezes deixamos “para lá” situações constrangedoras que nos agrediram profundamente, em nome de nossa família, de nosso trabalho, de nosso ambiente recreativo, em busca de um pouco de tranquilidade. Imaginemos o que seria de nós se a cada pequena injustiça que somos vítimas, levássemos a peito, batendo de frente e exigindo reparações. Cada um de nós, por mais agressivo seja, deixou tanta coisa “para lá”… Caso pensarmos bem, mais deixamos de tomar atitudes que reagimos de fato. No final concluímos que a vida merece ser vivida e todos nós temos o direito de vivê-la, este é o pensamento por trás da palavra Paz. Nunca é tarde demais e mesmo aqueles que dizem nada terem a perder, sempre têm algo a perder sim. Sempre é tempo de percebermos que somos capazes de encarar e vencer nosso ímpetos violentos. Não há como negar que a tranquilidade e a busca pela paz acrescentam mais significado à nossa existência.
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Luiz Mendes
24/07/2015.
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