Por Redação
em 21 de setembro de 2005
Os Paraísos Artificiais, de Charles Baudelaire, 192 págs., R$ 34, 90; Confissões de um Comedor de Ópio, de Thomas De Quincey, 336 págs.,R$ 44, 90; Junky, de William Burroughs, 282 págs.,R$ 44, 90
Ediouro [www.ediouro.com.br]
A coleção Intoxicações da Ediouro traz de volta os clássicos sobre drogas de Baudelaire, De Quincey e Burroughs ? homens que saborearam as artima-nhas do vício e conseguiram penetrar num labirinto perturbador, onde o prazer, a doença e a criação convivem em um embate constante. Em Junky (1953), Burroughs desmistifica com frieza o universo de um dependente químico, e quebra os parâ-metros que separam um estudioso de um dependente. De Quincey, em Confissões de um Comedor de Ópio (1821), mais do que relatar os efeitos do ópio, traça um estudo pioneiro (pré-psicanalítico) sobre a interferência do subconsciente nos sonhos. Os Paraísos Artificiais (1860), por sua vez, reúne dois ensaios calcados no interesse de Baudelaire pelos chamados estados de exaltação: O Poema do Haxixe e Um Comedor de Ópio. Neste, o poeta comenta e analisa o livro de De Quincey, de quem foi tradutor e grande admirador. Em O Poema do Haxixe fala sobre os efeitos da droga inspirado em suas experiências e na convivência com artistas e jovens intelectuais franceses, que se reuniam no Club des Hachichins ? para fazer adivi-nha o quê ?, no Hotel Pimodan, onde Baudelaire morava, em Paris. [Piti Vieira é subeditor da TRIP]
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