Jaca lôca, o retorno
Acredite se quiser, depois de publicarmos a nota da ?Jaca loca? recebemos mais histórias sobre a danada

Pra quem ainda acha que jacada na cabeça é lenda ou piada, é melhor ficar esperto. Depois de publicar a nota “Jaca lôca” na edição 141 (fevereiro) recebemos por e-mail o relato do ataque ao comerciante Anderson do Carmo, de 32 anos. Ligamos para conferir. “Eu tinha 11 anos e estava vendo alguém colher jacas da árvore, quando uma das frutas caiu no meu rosto. Desmaiei na hora, e meu pai, desesperado, me jogou no cocho d’água pra tentar me reanimar. No final ficou tudo bem, tive sorte: escapei da jacada e de ser afogado pelo próprio pai ao mesmo tempo”, narrou à Trip o morador de Bauru (SP). Outras vítimas foram menos felizes: mais de 20 comentários postados em nosso site revelam casos que resultaram em paralisia e, muitas vezes, em morte. Um deles, assinado pelo cirurgião geral Moacyr Abreu, dá conta de um cidadão que dormia à sombra de uma jaqueira quando foi atingido no abdome pela perigosa fruta, também na fatídica Bauru. Não acreditando na gravidade do problema, ele procurou atendimento médico tarde demais. “Houve uma lesão da alça intestinal que, perfurada, provocou uma infecção que não foi possível reverter”, escreveu o doutor Moacyr. Pelo que parece, as jacas agora são problema de saúde pública. E que isso sirva de alerta para todos, como foi para a internauta Mara, que também comentou em nosso site: “Caminho em um parque que tem muitas jaqueiras e já conversei com meu marido sobre essa possibilidade [de enfiar a cabeça na jaca], mas ele ri e diz que sou catastrófica. Tá vendo? Jaca mata! Vou comprar um capacete!”. (ANA PAULA CANESTRELLI)
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