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Humanista

Por Luiz Alberto Mendes

em 14 de maio de 2015

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HUMANISTA

 

 

Nós não somos civilizados, antes somos permeados por traços civilizatórios. Quanto mais aprimoramos esses traços, mais capazes nos tornamos de aceitar mudanças e respeitar diferenças. E essa é toda a mágica humana.

 

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Considero-me um homem privilegiado, um sujeito de sorte. Porque? Somente pelo fato de que eu quero saber dos outros. Gosto deles. Interesso-me pela vida das pessoas e gosto de saber da história delas. Isso é grande, enche minha existência de significados e… pessoas!

 

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Gosto de agradecer pelos meus sentimentos. Não sei bem a quem; meus amigos; minha mãe; minha companheira; Deus provavelmente. Agradeço sinceramente o milagre, a delícia de sentir. Ser capaz de gostar dos outros, olhá-los com ternura, compaixão e amá-los de verdade. Isso me salva do desespero de ser eu mesmo.

 

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Descobri que só somos perfeitos em uma coisa:em errar. Erramoscom tamanha freqüência, tanto e tão redondamente que atingimos graus de perfeição jamais vistos em qualquer outro tipo de ação humana. Somos erradores (dando uma de Guimarães Rosa e criando um novo termo), pode-se dizer, perfeitos.

 

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Quantas vezes tomamos decisões verdadeiras? Não essas nascidas da rotina ou de negação de qualquer coisa. Decisões que são golpes de invenção, que chegam onde não se espera e sejam surpreendentes assim como um poema desconcertante. Tomei algumas, não tantas quanto seria necessário, mas que me tornaram o que sou.

 

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Luiz Mendes

13/05/2015.

 

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