Tropicaos, de Rogério Duarte. Azougue Editorial, 173 págs., R$ 39
Designer, poeta, budista e exímio enxadrista, Duarte é um OVNI dos anos 60.
A capa de seu livro mede a importância do cara: capas de essenciais obras da MPB são dele – sem falar no pôster mais clássico do nosso cinema, Deus e o Diabo na Terra do Sol, de seu amigo Glauber Rocha.
Mas a edição aqui ultrapassa a superfície da imagem e ilumina o pensamento deste baiano de 64 anos, reunindo toda sua obra escrita.
Pelo menos dois textos são referência para entender o Brasil pós-Tropicália: suas Notas sobre Desenho Industrial e A Grande Porta do Medo, que retrata a prisão casca-grossa que Duarte sofreu, em 1968.
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