
Parece que em tudo atingimos o máximo e então vai virando o caos. Injustiça é conseqüência imediata que, por sua vez, gerará injustiça maior, a revolução. Claro, logo a seguir vem a reestruturação e tudo continua como sempre foi: injusto. O pós-modernismo de um lado e o fundamentalismo religioso do outro tentam vaticinar o fim da história e do mundo. Teorias que se contrapõem frontalmente, mas convergem para o mesmo final catastrófico. Não há fluência no tempo a que estamos vinculados, mas “tudo o que é possível será necessariamente realizado”, como afirma a Lei de Gabor. Estamos condenados a executar tudo o que estiver como nosso possível. Parece que destruir o mundo é uma delas. Tudo bem, me convenceram: destruímos o mundo, mas e daí? Vamos viver, ora essa! Encarar o que temos e ver o que dá para fazer. Se o trânsito está emperrado; tempo que se esgota nos desacontecimentos; o trabalho tão barato e tudo tão mais caro… Talvez não sejamos mais tão responsáveis pelo nosso destino. Na verdade, parece que ele nos foge e domina absolutamente.
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