Este lado para baixo
Por que facilitar se a coisa pode ter mais emoção? Adeptos dessa filosofia, um grupo de austríacos e alemães malucos criou uma nova modalidade de hóquei: sob o gelo

Por Thiago Lotufo Fotos Manfred Dorner
Não. Não precisa virar a página do lado contrário. A foto acima é assim mesmo e o esporte que esses malucos praticam também. Trata-se de uma nova modalidade de hóquei: hóquei sob o gelo – e não sobre o gelo ou sobre rodinhas, duas versões que você já deve ter visto ao menos uma vez na vida. Ela foi criada por um grupo de austríacos e alemães entediados com a vida pacata que levam e os “confortáveis” treinos em ginásios cobertos e aquecidos.
A disputa é feita da seguinte maneira: cada equipe tem dois jogadores, que se revezam em mergulhos de 30 segundos em média (nada de cilindros de ar por aqui; a coisa é no peito mesmo) e recuperam o fôlego em buracos feitos perto de cada campo (foto à direita). “A orientação dentro d’água é um desafio”, diz o alemão Philipp von Heydebreck, um dos organizadores da primeira partida internacional – entre Alemanha e Áustria – ocorrida no lago Weissensse, nos Alpes austríacos. “A camada de gelo é espessa e não dá para ver nada na superfície.” Para ajudar os jogadores a bandeira de cada país é colocada ao lado dos respectivos gols indicando quem faz o tento em quem.
Uma partida dura meia hora, dividida em três terços de dez minutos. O objetivo? Bem, é o mesmo do hóquei “tradicional”: enfiar o puck (a bola em forma de botão) no fundo da rede adversária. O detalhe é que tudo isso acontece de ponta-cabeça e a uma temperatura média de 2ºC.
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