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Dólar, o camisa 3

De ressaca, técnico Zé Carioca chora a volta de Dólar à seleção

Por Redação

em 21 de setembro de 2005

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Dólar sempre quis ser jogador de futebol. Conseguiu, mas está no banco de reservas, sempre à espera de ser chamado para a seleção. O problema do Dólar é que só falam nele quando as coisas vão mal. Ele só é escalado para nossa seleção quando o Brasil começa a perder o jogo. Depois, ele volta para o banco de reservas.

O Dólar que perdeu a camisa 1, a camisa 2, agora, está feliz. Ele está quase virando camisa 3 da Seleção Brasileira de Futebol. O candidato a artilheiro Ciro Gomes profetizou na Veja dessa semana: ‘O Dólar é igual à banana. O que acontece quando a demanda por bananas sobe?’. Ou seja, o dólar só fica em alta quando ninguém acredita mais no time em campo.

Pois é, Dólar, o banana na república da seleção canarinho sempre se ferra, coitado. Só falam nele quando as coisas estão de cabeça para baixo. Ele só entra para a seleção de assuntos quando tudo está perdido.

Mas Dólar desabafa: ‘A culpa não é minha’. Será de quem, então? Talvez do técnico Zé Carioca, que insistiu em não escalar o Barba. Mas Barba sabe das coisas: chorou na coletiva de imprensa e recentemente ‘adotou uma postura light’. Graças a seu novo empresário, o bruxo, Barba agora visita bancos e empresas falando em estabilidade do time, metas e responsabilidade. Agora ele dá a entender que não é mais ponta-esquerda, que joga no meio de campo e está cotado para ser escalado de novo.

O atual artilheiro do time que antes pediu que esquecessem o que ele escreveu, não perde a oportunidade: ‘Não vamos esquecer o que ele escreveu, né? Senão, vamos ficar que nem o time do Madona’.

E foi só ele falar em Madona que todo mundo apavorou. Aliás, esse Madona é realmente um barato! Cheirou tanto pó, ficou tão ‘high’ que agora tá junto com seu time numa ressaca fenomenal. Reclama de tudo e está com saudades do Barbão, jogador estrangeiro que o Barba adora e vira e mexe faz declarações elogiosas.

Agora que o Dólar vai entrar em campo de novo, o Brasil chora. Zé Carioca está com medo do tiro de meta. Culpa Deus e o mundo pelo fiasco do Dólar. Dólar lembra que o problema não é ele, mas sim a ‘restrição interna’. Ele diz: ‘Não adianta desenvolver o time, se para isso esquecermos o resto. Eu juro!’.

Não adianta. O técnico Zé Carioca só quer saber de Carnaval ou Desespero. Esquece a disciplina do time. Adora as teorias fáceis. Adora os jogadores super-heróis, que vêm para salvar o time. Adora Cristos e detesta treinos. Odeia lembrar o passado, a não ser que seja para falar do futebol-arte.

Só que o Zé Carioca ainda não percebeu o problema. Só pensa em ‘providências’ e só as toma a cada quatro anos. Depois, volta para a branquinha.

Ora, Zé, que tal largar a bebida e começar a trabalhar melhor esse time? Não hoje, na Copa. Não ontem ou quando a casa cai. Mas sempre.

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