Fundadores de blocos de SP sugerem fantasias de carnaval
Eles criaram blocos que dão cara pra folia paulistana. Aqui, contam quais são suas apostas de fantasia
Créditos: Trëma
em 8 de fevereiro de 2017
Acadêmicos do Baixo Augusta
Maior bloco de rua da cidade (foram 180 mil foliões em 2016 e 300 mil são esperados neste ano), o Acadêmicos do Baixo Augusta está em seu oitavo ano e foi planejado numa festa de casamento. “Eu e uns amigos, moradores da região, criamos um bloco que representa a festa de quem vive ali”, diz o empresário e colunista da Trip Alê Youssef, 42 anos, presidente do Acadêmicos, que tem 40 integrantes – entre eles a apresentadora Marina Person, 47. Famoso por levar às ruas temas ligados ao dia a dia paulistano, em 2017 trazem Primeiramente, a Cidade é Nossa, “que é pra lembrar que o Carnaval de rua vai além de mandatos de prefeitos, precisa ser livre e pra todo mundo”, diz Alê. Dia 19 de fevereiro, às 14h, no Caixa Belas Artes, na rua da Consolação.
Ciclofaixa: sim! Arrisque uma fantasia de ciclofaixa ambulante com short e camiseta vermelha + fita-crepe branca.

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Ilú Obá De Min
“O Ilú é criado, pensado e dirigido por mulheres negras”, explica Beth Beli, 48, presidente, regente e diretora artística do bloco que celebra e dá novo significado à mulher negra no Carnaval. Em 2017, o grupo comemora 12 anos de cortejo e leva às ruas do centro antigo de São Paulo um repertório próprio. Conhecido por sua estética que reverencia orixás africanos, suas cores e símbolos, o bloco traz uma bateria só de mulheres (hoje, são 300 ritmistas, que ensaiam o ano todo pra tocar no Carnaval) e um balé de 40 integrantes, com direito a perna de pau e números com fogo. O Ilú faz duas saídas: 24 de fevereiro, na Praça da República, com concentração às 19h; e 26 de fevereiro, na rua Lopes de Oliveira, na Barra Funda, com concentração às 14h.
Abadá africano: Entre na fantasia ancestral que o bloco propõe e vista-se de estampas étnicas. Outra opção é vestir roupas brancas.

Confraria do Pasmado
Nascido de uma roda de samba de amigos da Escola de Comunicações e Artes da USP, a ECA, a Confraria do Pasmado fez seu primeiro desfile em 2006, na Vila Madalena. Em 2014, o bloco arrastou 25 mil pessoas e a multidão começou a se espremer. Em 2015, saiu na av. Faria Lima. Neste ano, o endereço muda mais uma vez. O grupo tem concentração às 9h30 de 19 de fevereiro e às 14h do dia 25, na rua dos Pinheiros, esquina com a av. Rebouças. No repertório: sambas clássicos, marchinhas, hits de axé e até músicas próprias. “Somos um bloco sem fins comerciais. A ideia é fortalecer o Carnaval de São Paulo, resgatando tradição, ao lado de amigos”, diz um dos fundadores, o arquiteto André Procópio, 34 (à dir. na foto, ao lado de Eduardo Piagge, 33).
Trump style: a fantasia do momento é se vestir de presidente dos EUA. Peruca platinada, pó laranja no rosto e terno azul.

Esfarrapado
Aos 83 anos e 69 Carnavais, o comerciante Walter Taverna (na foto, sentado ao lado de Maurizio Bianchi, 54) se lembra com detalhes do dia em que o Bloco Esfarrapado saiu pela rua 13 de Maio, principal via do bairro do Bixiga, pela primeira vez. Era 1947 quando ele e meia dúzia de moleques crescidos ali se organizaram com marchinhas na ponta da língua e fantasias pouco sofisticadas. “A gente saía de chinelo de dedo e roupas maltrapilhas. Por isso o nome Esfarrapado.” O bloco que Walter ajudou a fundar é o mais antigo de São Paulo e atrai todo ano, segundo números da prefeitura, 50 mil pessoas. O Esfarrapado sai às segundas-feiras de Carnaval (27 de fevereiro), com concentração às 10h, entre as ruas Conselheiro Carrão e 13 de Maio.
Donzela: Homem vestido de mulher, segundo Walter, “já é uma marca do Carnaval no Bixiga”.

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Monobloco
Originalmente carioca, o bloco foi fundado em 2001 por cinco músicos, integrantes da banda Pedro Luis e a Parede, e teve seu desfile de estreia na Gávea atraindo uma multidão e tocando de marchinhas e sambas-enredos, de Tim Maia, Rita Lee e Tribalistas até funk carioca. Desde 2016, desfila em São Paulo no domingo pré-Carnaval (19 de fevereiro), com concentração às 11h na frente do Monumento às Bandeiras, no Ibirapuera. São esperadas 80 mil pessoas seguindo o Monobloco, que tem como marca registrada a bateria forte e bem coreografada. “O Monobloco quer celebrar o Carnaval de rua em suas características mais originais”, conta um dos fundadores Celso Alvim, 50 (à dir. na foto, ao lado de C.A. Ferrari, 48).
Caveira: Conforto e simplicidade são o traje do bloco. Vá de camiseta de crânio

Tarado Ni Você
O bloco é o mais jovem desta lista e desfila desde 2014, sempre aos sábados de Carnaval (em 2017, 25 de fevereiro, com concentração às 11h no cruzamento da av. Ipiranga com a av. São João). A saída do bloco é uma ode a Caetano Veloso e tudo no bloco faz referência ao músico baiano. “Este ano o tema é Tropifagia, uma mistura de Tropicália, que completa 50 anos, com antropofagia. A ideia é comer a Tropicália de Caetano, mastigá-la e devolvê-la pro Carnaval de rua de São Paulo”, explica o social artist Rodrigo Guima, 35, fundador do Tarado junto com os amigos Thiago Borba e Raphaela Barcalla. Segundo a Secretaria de Cultura, 40 mil pessoas seguiram o bloco no ano passado.
Chiquita bacana: Aposte em glitter no corpo – aplicado sobre óleo de coco –, acessórios de acrílico, legging multicolorida e pochete.

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