Trip Girls por elas mesmas
A Trip não fotografa apenas mulheres nuas. Nós registramos gente de carne e osso, com suas rotinas, hábitos, paixões, frustrações e desejos. Mas como é se ver estampada em uma revista? Elas contam
Créditos: Christian Gaul
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Foram elas que nos apresentaram seus sucessos, frustrações, sonhos, desejos, qualidades e defeitos. Com elas visitamos praias paradisíacas e conhecemos a intimidade de quartos, casas e hotéis alheios. As Trip Girls existem desde o início da Trip, há 30 anos. E é possível dizer que cada uma delas, ao se virem estampadas em uma capa de revista, tiveram sensações que vão da liberdade e busca por autoestima, passando pela insegurança e curiosidade.
Convidamos algumas dessas mulheres – e são várias! – para contar como foi viajar por esse turbilhão de emoções e sensualidade das nossas três décadas de Trip.
Kamila Simões
“Quando eu tinha os meus 15, 16 anos, ia até a loja da minha mãe, onde tinham algumas edições da Trip. Eu sempre as lia e pensava: ‘um dia vou sair nessa revista também’ [risos]. Em 2014, tive essa experiência e foi muito bom. Me senti livre e sem vergonha alguma. Meu pai [KL Jay, DJ do grupo Racionais Mc’s] chegou a ver as fotos antes de mim e me mandou uma mensagem super feliz com o resultado. Ainda revejo as imagens com o mesmo impacto que a primeira vez.”
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Bruna Lombardi
“Gosto muito do olhar da Trip sobre as pessoas, as coisas e os temas da vida. Foi uma delícia explorar momentos de intimidade e cumplicidade com um voyeur que observou cada pequeno movimento meu, atento a cada detalhe do meu corpo e às nuances de cada emoção que eu senti. Foi um prazer inventar diferentes ambientes, criar climas sensuais e brincar com o desejo no meu ensaio. A sensualidade tem a ver com felicidade, amor, conhecimento e espiritualidade. Tem que estar em tudo. Essa é a trajetória pra nossa plenitude.”
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Sofia Angeli
“A ideia de posar para a Trip veio de uma vontade enorme de me sentir viva e me descobrir. Foi em 2012, após um papo com meu ex-namorado, André Ferezini. Numa dessas viagens meio malucas que temos quando conversamos por horas, tivemos a ideia de registrar o meu ‘DNA’. Fomos a um hotel nas redondezas da avenida Paulista e ficamos lá por 2 dias, fotografando aquele clima íntimo com muito rock’n’roll a nossa volta. Eu, apesar de muito tímida, me senti a mulher mais incrível naquele momento. Vendo as fotos hoje em dia percebo que a mesma Sofia ainda existe, porém com uma força imensamente maior, muito mais poderosa.”
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Fabíula Nascimento
“Quando aceitei o convite para fazer as fotos para a Trip em 2014, estava realmente me sentindo muito bonita e contente por, pela primeira vez, fazer um ensaio como eu mesma, e não como uma das minhas personagens sensuais.”
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