Nós na fita
Artistas e gravadoras nacionais e internacionais voltam a divulgar músicas em fita cassete
Se o retorno das cassete ainda não é visto com o mesmo impacto que a volta dos vinis, é possível dizer que pelo menos o formato sobrevive como forma de resistência.
Nos EUA, selos como Orange Milk, Orchid Tapes e Lost Sound Tapes continuam a distribuir materiais através da mídia. No Brasil, o campo também é vasto: Terry Crew, Pug, Transfusão Noise, Maww, Beatwise e Passionate são apenas alguns dos selos que já resgataram o formato vintage. E agora, em janeiro, os produtores musicais Fernando Lauletta e Luis Lopes, do estúdio de gravação FlapC4, em São Paulo, compraram, por R$ 10 mil, uma duplicadora de fitas cassete fabricada nos anos 90.
A dupla não tinha grandes ambições com o trambolho, apenas oferecer algo a mais para os artistas que usam o estúdio. Porém, em duas semanas, receberam mais de 30 encomendas de selos de música independente para gravações no antigo formato. A produção começou em março e será possível criar cem cópias por hora – dois meses antes da estreia da única fábrica de discos da cidade, a Vinil Brasil, a ser inaugurada até junho.
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