Alex Ross
O crítico da New Yorker e astro da Flip topou fazer uma cabra-cega musical só com fritação
Por Daniel Benevides
em 9 de julho de 2009
Alex Ross é um pouco tímido, mas não se engane: ele é um dos principais críticos de música no momento. Seu livro O Resto é Ruído (Companhia das Letras) traça um panorama da música de vanguarda e/ou experimental do século 20, tanto a erudita (aquela que costumamos chamar “clássica”) quanto a popular (rock e jazz, principalmente).
Para ele, a música experimental (concreta, minimalista, dodecafônica, eletrônica etc.) deveria ser usufruida, compreendida e difundida da mesma maneira que as artes plásticas.
Com metáforas brilhantes, expertise técnica e associações expansoras (Beatles e Stockhausen, Steve Reich e Velvet Underground…), além de grande fluidez narrativa, Ross transforma qualquer leitor de seu livro num ouvinte atento das músicas que comenta.
Que, aliás, podem ser ouvidas, ao menos em trechos, no seu blog, que é bem legal.
Como era convidado da Flip, nós fomos falar com ele. Mini I-pod na mão, mostramos cerca de 30 músicas de fritação para ele tentar adivinhar e/ou comentar. O resultado está dividido em vários vídeos.
O primeiro ele acerta na mosca. Dá uma olhada:
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