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São Paulo teve sua mata nativa devastada, coberta por asfalto e depois substituída por vegetação estrangeira. Mas algumas iniciativas podem resgatar essa ancestralidade

A mais completa tradução da cidade de São Paulo nunca foi verde. É da dura poesia concreta das esquinas e, claro, do cinza que mais nos lembramos. A ideia, portanto, de uma mata nativa paulistana soa até um pouco surreal. Que mata é nativa daqui? "No passado, São Paulo era um local de extraordinária biodiversidade, era o encontro de floras das principais partes do país. Aqui estavam a Mata Atlântica, o Cerrado, bosques de araucárias, muita vida", explica Ricardo Cardim, mestre em botânica e pesquisador da biodiversidade nativa da cidade de São Paulo. No fim do século 19, com a potencialização das lavouras de café, toda essa riqueza ancestral começou a ser devastada. Por cima do asfalto, vieram plantas estrangeiras, que nada tinham a ver com o patrimônio natural paulistano. Hoje, São Paulo tem cerca de 90% de sua vegetação de origem estrangeira.

"Continuamos presos àquela visão colonial de que a natureza nativa, a floresta, é perigosa, é 'mato'. E que vegetação bonita é a estrangeira", diz Cardim. Desde 2010, o botânico está à frente do escritório Cardim Arquitetura Paisagística e trabalha resgatando a biodiversidade nativa de São Paulo na zona urbana da cidade. "Esse ecossistema é resultado de milhares de anos de coevolução entre bichos e plantas. Tirar a vegetação causa também a extinção de diversos animais", explica.

Aos poucos, São Paulo está recebendo de volta suas matas e bichos. O parque Belém, na zona leste da cidade, uma área de 210 mil metros quadrados onde até 2005 funcionou uma unidade da então chamada Fundação Estadual para o Bem-Estar do Menor (Febem) —  hoje, Fundação Casa — , é um exemplo de reflorestamento urbano. Em fevereiro deste ano, a Fundação Grupo Boticário de Proteção à Natureza promoveu ali o plantio de mudas nativas.

"Trazer o meio ambiente para o dia a dia das pessoas e mostrar como nossa vida está diretamente interconectada com a natureza desperta o desejo de preservar. Crianças, professores, famílias, cientistas, organizações, poder público, setor privado, formadores de opinião... Todos precisam estar juntos", explica Malu Nunes, diretora-executiva da Fundação. O plantio foi uma das iniciativas da campanha #MeuPresenteÉOFuturo, que busca despertar a consciência das pessoas sobre como as ações de hoje impactam no futuro. A ação no parque foi feita em parceria com o movimento Trip Transformadores, patrocinado pelo Grupo Boticário.

Os mais de 60 mil visitantes mensais do Parque Belém ganharam agora a companhia de espécies nativas da Mata Atlântica, como a quaresmeira, o pau-sangue, a manacá e a araçá. "Antes, havia um descampado onde se formava uma ilha de calor, e, por isso, as pessoas não passavam muito por aqui. Com o plantio, vai se formar um corredor de sombra e ficará muito melhor", explica Felippe Santoro, biólogo e monitor ambiental do parque. Além de sombra para quem passa, as novas árvores oferecerão também abrigo e comida para os que voam e mais saúde para todos. "A floresta é fundamental para uma cidade equilibrada nos trópicos, é uma máquina de qualidade de vida e de saúde pública", diz Cardim.

"O poder público não consegue estar em todo lugar, nós temos que ajudar a cidade. Temos que fazer a nossa parte", diz o empresário Hélio da Silva que, sozinho, já plantou mais de 25 mil árvores em São Paulo. Desde 2003, ele adotou a recuperação da Mata Atlântica como a grande missão de sua vida. "As 200 primeiras mudas que plantei foram arrancadas e jogadas dentro do córrego Tiquatira, em Itaquera. Comprei mais 400. Destruíram. Aí falei: 'Vou plantar 5 mil'. Demorei cinco anos, mas plantei. Em 2008, a prefeitura aproveitou e criou ali o primeiro parque linear da cidade", comemora.

"Manter áreas naturais vivas também significa estimular o turismo, garantir opções de lazer para a população, amenizar a temperatura, aumentar a drenagem do solo, melhorar a qualidade do ar, garantir que espécies de plantas e animais sejam mantidas, entre tantos outros benefícios", diz Malu Nunes. Cinza que te queremos verde, tão Sampa como sempre, mas mais viva do que nunca.

Créditos

Imagem principal: Caio Palazzo

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