Wellington Nogueira
O criador do Doutores da Alegria fala da experiência de transformar a vida de crianças doentes em hospitais
Por Redação
em 5 de junho de 2007
Quando nosso convidado de hoje foi para Nova York, nos anos 80, tinha idéias e desejos claros e fixos: estudar teatro musical, se tornar um superstar da Broadway e, se sobrasse um tempinho, levar uma estatueta do Oscar pra casa. Mas isso foi até conhecer, em 1988, o projeto Clown Care Unit, fundado pelo ator Michael Christensen. Michael era diretor de clowns, que significa palhaço, em inglês, mas que também identificava os artistas que dominavam técnicas de desempenho teatral, malabarismo, mágica e música e que visitam crianças internadas em hospitais para alegrá-las e, na medida do possível, ajudar em seus tratamentos. Depois desse contato, os planos de Wellington Nogueira, nosso convidado de hoje, começavam a tomar novos rumos. Com o tempo a Broadway foi perdendo espaço nos interesses de Wellington para os leitos de hospitais, onde ele incorporava o personagem Doctor Calvin, Besteirologista com PhD em Bobagem e que improvisava procedimentos como “transfusões de milk-shake” e “transplantes de nariz vermelho”. Em 1991, de volta ao Brasil, Wellington captou recursos e em setembro daquele ano fundou o “Doutores da Alegria”, programa-irmão do que conheceu em Nova York e que, atualmente, realiza cerca de 50 mil visitas por ano a crianças internadas em hospitais de São Paulo, Recife e Rio de Janeiro e está classificado como uma das 40 melhores práticas sociais do mundo pela divisão Habitat, da ONU.
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