Hélio, o plantador de árvores, garante: existe amor em SP
Ex-executivo que já devolveu mais de 42 mil árvores a São Paulo transforma lixão em floresta na zona leste e mostra que plantar é ato de fé, amor e persistência
Hélio da Silva (@plantadordearvores_), ex-executivo e plantador de árvores / Créditos: Saulo Gomes
Hélio da Silva decidiu devolver um pouco de verde ao cinza de São Paulo. Há 22 anos, o executivo começou a espalhar sementes pelo bairro da Penha, onde residia, e transformou um antigo lixão no Parque Linear Tiquatira – hoje um dos maiores do tipo no mundo. Desde então, mais de 42 mil árvores já foram plantadas. “A plantação é um agradecimento e um tributo a essa cidade maravilhosa. É um aprendizado diário”, conta o administrador aposentado que, aos 73 anos, se define simplesmente como “plantador de árvores”.
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No Trip FM, Hélio bateu um papo com Paulo Lima sobre propósito, fé e o poder transformador de um gesto persistente. “Eu não planto pra mim. Eu planto pros outros. Pra quem vai chegar e pra quem nem nasceu ainda”, disse. “Plantar é um ato de fé. Eu converso com as árvores. E elas me respondem com sombra.”
Você pode ouvir o programa no play nesta página, no Spotify, Deezer e no YouTube da Trip. Confira um trechinho a seguir!

Por que você começou a plantar?
Hélio da Silva. Eu morava perto de uma área degradada, depósito de lixo, motel a céu aberto, um terreno de ninguém. Um dia algo me disse: ‘muda tudo daqui que você tem condição de mudar’. Eu acreditei nisso e fui. Todo mundo me desanimou — minha esposa, meus amigos, meus filhos. E eu disse: agora é que eu vou, porque quando todo mundo desanima é sinal de que vale a pena tentar.
Teve momentos em que pensou em desistir? Plantei 200 mudas e destruíram todas. Aí plantei 400. Destruíram outra vez. Aí plantei 5 mil. A teimosia foi virando floresta. O terreno abandonado é de todos e de ninguém ao mesmo tempo. Quando você não ocupa, alguém ocupa — com lixo ou com violência. Eu decidi ocupar com vida.
O que o ato de plantar representa pra você hoje? Plantar é um ato de fé. Eu converso com as árvores. E elas me respondem com sombra. Eu não planto pra mim. Eu planto pros outros. Pra quem vai chegar e pra quem nem nasceu ainda. Isso é amor. E é o que me move.
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