Velhinha (sem vergonha)
Quando falo com as minhas filhas fica claro que e-mail já virou retrô
Créditos: Tereza Bettinardi
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Sei que as novas redes, novas mídias e plataformas estão cada vez mais completas e poderosas. E que as novidades aparecem mesmo é no Twitter, no Facebook, no YouTube, no Tumblr etc. Mas confesso que adoro um meio de comunicação simples, quase démodé, que vai sendo um pouco superado.
Não estou falando das cartas que já escrevi em papel fino e colorido (porque assim ficava mais barato e mais bonito). Nem dos envelopes sobrescritados (que palavra antiga!), de beirada verde e amarela, às vezes com um charmoso “par avion” em azul. E tinha ainda o selo colado com saliva (eca! dizem minhas filhas). Não, não sou tão saudosista assim. Não é da carta que eu estou falando.
O meio quase retrô que me agrada ainda é o velho e bom e-mail. Gosto da caixa postal, do espaço pra escrever, da privacidade (relativa, é verdade) que esse formato ainda dá. Gosto de receber e-mails de amigos meio velhos que começam com “Cara Laura,” sem abreviar muito as palavras. Sei ser sucinta, mas gosto de um pouco mais do que 140 caracteres. É ótimo ver no Twitter as coisas do mundo tudoaomesmotempoagora. Mas tanta informação curta e desimportante às vezes até entedia. Afinal de contas, pra que tanta pressa de saber tanta coisa sobre tanta gente?
Fazendo as contas, eu tenho uma história de uns 15 anos com o e-mail. A mesma idade da minha filha mais velha. Quando digo a ela: “Te mandei um e-mail com um link legal, você viu?”, essa adolescente geek e a sua irmã mais nova, minha caçula, dizem pra mim: “Ô, mãe, a gente não vê e-mail. Isso é coisa de velhinho!”.
Que seja, então : )
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