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O croqui inicial da casa da arquiteta Vanessa Féres, 36 anos, foi feito em um papel de carta de hotel. Era a lua de mel do casal e, enquanto o marido, o executivo Marcelo Ferraz de Marinis, 44 anos, dormia, Vanessa desenhava o que seria a casa onde hoje mora com a família. “Meu processo de criação funciona muito internamente. Vou juntando referências emocionais, racionais, práticas e elaborando aos poucos. Quando sento para desenhar, o projeto vem, parece que já estava pronto. Foi assim com a nossa casa. Quando meu marido acordou não acreditou no que viu”, recorda.
A casa, no bairro paulistano Alto de Pinheiros, foi toda pensada para ser prática e integrada. Na área social, uma segunda cozinha, aberta para as salas de estar e jantar, faz com que tudo esteja à mão, inclusive para as visitas se sentirem em casa. “Não tenho essa cozinha gourmet porque cozinho bem, mas para que meus amigos não se sintam acanhados em abrir a geladeira e se servir. A cozinha é mesmo o coração da casa”, explica.
Grandes portas de correr que dão para o jardim também garantem que ele seja aproveitado ao máximo. Ao mesmo tempo em que os espaços estão integrados, a área social, a área íntima e a de serviço funcionam independentes, sem que uma atrapalhe a outra. Ao contrário da maioria das casas, a área de serviço foi construída no andar de cima, para otimizar a área de lazer do térreo e facilitar o tráfego de roupas pela residência. “Não vejo roupa suja circulando pela casa nem varal no jardim”, conta.
Com 500 metros quadrados, a casa foi inicialmente construída com quatro suítes, mas um dos quartos acabou virando sala de TV e escritório. A filha Roberta, 3 anos, cedeu seu quarto para o irmãozinho que está prestes a chegar, mas não sofreu nada por isso: ganhou um quarto novinho, com tudo o que queria – o quarto que estava sobrando agora tem função nobre. “Com a chegada do Felipe sinto uma coisa gostosa, uma sensação boa de casa completa!”, finaliza.
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