Abre em Nova York agência que trabalhará com modelos de todos os tamanhos

Pois é. Um grito de esperança no meio da moda foi dado por Gary Dakin e Jaclyn Sarka, ex-agentes da Ford Models de Nova York. Eles acabaram de abrir a JAG, primeira agência de modelos sem distinção de tamanhos ou biótipos, com o intuito de derrubar estes padrões irreais e mais que ultrapassados que ainda predominam em passarelas, catálogos, capas de revistas e publicidade. Afinal, com tanta diversidade feminina, demorou DEMAIS para a indústria abrir seu leque, né? 

De estilistas que se baseiam em corpos de modelos para fazer seus moldes à empresas que buscam em sua garota-propaganda o mesmo estereótipo de sempre, ou revistas que insistem nas mesmas modelos mês após mês em suas capas. São vícios como estes que a agência Jag pretende tirar do mercado, atentando-o para a quantidade de mulheres que não se identificam com quem vende o produto que, muitas vezes elas querem comprar. E a idéia é dar um pontapé inicial para que num futuro breve - esperamos - mulheres de todo tipo de medida, estampem capas de revistas femininas e de moda sem ser em "edições especiais", ou apareçam em comerciais mostrando que o ideal é o que nós já somos, e que o marketing deve "descer alguns degraus" e voltar para a realidade do que se é e não do que se pode ou deve ser.  

A agência Ford de Nova York fechou em junho os departamentos de plus size, crianças e "classics" (mulheres mais velhas), aí Gary e Jaclyn encontraram neste, o momento para colocar em prática seu novo segmento, que é uma agência sem divisão de segmentos! Até agora, eles já representam 30 modelos, entre elas, Jennie Runk, que estrelou uma campanha recente da H&M, Mckenzie Raley, conhecida por sua beleza plus size e a Miss Teen USA, Kamie Crawford.  

Que esta idéia se alastre e muitas agências possam surgir, e outras serem reformuladas; Ficamos aqui na torcida para que essa iniciativa se alastre e incentive a indústria a perceber que a mulherada está MUITO além do formalizado pacote 36-38, e como disseram os sócios da Jag ao site Fashionista ao serem perguntados sobre que tipo de mulheres atenderão: "Não vamos nos limitar, pois a indústria não deve se limitar a ninguém". 

Ainda tem chão pra enfiar esta idéia óbvia na cabeça do mercado fashionista, mas torço arduamente para que esse start dê frutos e que num futuro próximo a diversidade de beleza que tem por aí, plus ou small size, seja mais bem aproveitada e, que ver uma gordinha ou uma magrinha na capa de uma revista ou num manequim em uma vitrine, se torne igualmente natural para nós e não "chocante" ou "ousado". 

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