Ter que ligar no dia seguinte datou
As integrantes do 02 Neurônio fazem um mea-culpa e assumem: era ridículo esperar ligação
Publicidade
Nós, do 02 Neurônio, acreditamos por muito tempo que um homem deveria ligar no dia seguinte. Levantamos tanto essa bandeira que isso nos tornou conhecidas como “as meninas que acham que os homens precisam ligar no dia seguinte”.
Bem, os anos passaram. E gostaríamos de aproveitar o espaço cedido pela Tpm para dizer que não pensamos mais assim. E até fazer um mea-culpa. Éramos obcecadas por telefonemas masculinos porque éramos bobas. Achar que homem precisa ligar no dia seguinte datou!
E por que mudamos de ideia? Dizem que é sinal de inteligência. Achamos que o homem não tem que ligar porque:
1. Se ele não ficou a fim, mas a gente sim, o telefonema seria careta e formal. E nos deixaria com esperanças de que fosse rolar de novo.
2. Se a gente não ficou a fim, é bem chato receber um telefonema e não ter o que dizer. A não ser: “Ah, foi legal te conhecer”.
3. Se for para rolar de novo, ele NÃO PRECISA TE LIGAR NO DIA SEGUINTE! Ele pode ligar uma semana depois e falar: “Quer tomar um café?”. Ou ser ainda mais deliciosamente direto e dizer: “Quer vir a minha casa HOJE?”.
4. Como podemos reclamar se a gente também não liga no dia seguinte? Esperar por uma coisa dessas é machista!
5. O telefonema, em si, datou. As pessoas mandam e-mail, falam no Skype, enviam torpedos.
Mas já acreditamos que um homem precisava ligar depois de passar uma noite com a gente. Não, meninos, não precisam. Vocês devem ligar se quiserem. E se a gente também quiser que vocês liguem, ah, aí vai ser ótimo. E não se assustem se a gente ligar.
LEIA TAMBÉM
MAIS LIDAS
-
Tpm
Dora mora no agora
-
Tpm
Elas declararam guerra às big techs
-
Tpm
Benditos sejam os ventres (que sustentam o capitalismo)
-
Tpm
E se eu te disser que autenticidade pode sim ser ensinada?
-
Tpm
Martine Grael: “Ter uma mulher no leme ainda mexe com o ego de muita gente”
-
Tpm
Pervcam: o close que não queremos mais ver na Copa
-
Tpm
Xica da Silva: símbolo de empoderamento ou de hipersexualização da mulher negra?
Publicidade