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Por Fernanda Paola
Foto Marcos Hermes/Divulgação
Quem foi (ou vai) ao show do Bob Dylan esperando caras, bocas, obrigados, interação, ou qualquer tipo de emoção, se frustrou. O cara nunca foi assim e hoje muito menos. Aos 67 anos, Dylan continua um músico incrível, ao lado de uma banda nota 10. Porém, do jeito dele. Foi apenas durante as primeiras músicas, quando tocou guitarra, que permaneceu de frente para a platéia. Depois, ao piano, nem uma vez sequer olhou para o público. Nem quando uma maluca invadiu o palco e chegou a 20 centímetros de agarrá-lo. Mas quem foi parece ter gostado muito. As mesas estavam lotadas de gente que não tirava o olho do palco. Afinal de contas, era a última vez que veriam ao vivo a entidade Bob Dylan no Brasil. E mesmo com um set por muitas vezes triste, sem “Blowing in the Wind” ou “Hurricane”, a resposta foi positiva, com direito a aplausos de pé ao final de quase toda música. Parece mesmo que ele veio cumprir função, agenda, por pura burocracia. Para muitos, isso não interessa. A chance era única e valia as centenas de reais. Para outros, foi frustrante, e ouvir o CD é tão emocionante ou mais do que assistir ao show. A opinião varia, mas Dylan não.
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