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Éramos sete, perdidas no West Village, em busca de uma mesa em qualquer restaurante que acomodasse tal galera (para os americanos, sete pessoas é um exército). Foi quando descobrimos que apenas uma de nós tinha iPhone. Não que fosse necessário – para saber o telefone e endereço de qualquer birosca nos EUA, basta ligar pro 411, inclusive do orelhão. Foi então que descobrimos – assim como a Carrie, do Sex and the City – que não precisamos ter iPhone pra ser “cool” – todas ali eram nova-iorquinas: jornalistas, PRs, ilustradoras, designers. E todas tinham o modelo mais em conta dos respectivos provedores de celulares. Afinal, o objetivo é falar ou enviar um “text” dizendo que vai atrasar. E só. Fora isso, que prazer imenso foi jantar até a uma da madrugada sem ter que competir com blackberries. Ficamos rindo, bebendo vinho rosé e analisando o cardápio – nenhum de nós fez a INDELICADEZA de ficar enviando email, `a mesa, pra ninguém. A tecnologia é boa – mas não substitui jamais a pessoa que está na sua frente. Muito menos sete “hot Brazilian girls” como disse uma de nós, ao recepcionista de um dos restaurantes. Ele amou.
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