Se é luto, não é sacanagem
Obra de Hilda Hilst estreia em território norte-americano com publicação de "A obscena senhora D"
Hilda Hilst / Créditos: Reprodução
Contemporânea de Clarice Lispector e fonte de inspiração de Caio Fernando Abreu, a controversa escritora paulista Hilda Hilst (1930-2004) finalmente chega a território norte-americano com a publicação de The Obscene Madame D (A obscena senhora D., 1982). Com tradução a quatro mãos da escritora Nathanaël (Nathalie Stephens), radicada em Chicago, e de Rachel Gontijo Araujo, responsável pela editora carioca A Bolha, o livro está sendo lançado pela editora novaiorquina Nightboat Books.
Em ritmo esquizofrênico e com sintaxe torta, a obra “narra” a mudança de uma idosa viúva para o vão embaixo da escada da casa onde morava com seu marido, após ver na morte dele o fim de toda a vida possível – e o começo de um desamparo que só dá trégua quando ela escandaliza os vizinhos. De mal com Deus, com a sociedade e com a vida, Hilst faz uma indagação filosófica e ao mesmo tempo histérica sobre a perda e a incompreensão da finitude.
O lançamento vai ser este sábado, dia 22, na Poets House, em Nova Iorque.
Vai lá: 80 páginas, $ 14,95
http://nightboat.org/title/obscene-madame-d
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