Vai uma sacanagenzinha, aí?
Revista de arte erótica sensualiza, constrange, informa e faz graça com o corpo nu
Capa da revista Nin que será lançada em NY este mês
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Bunda, pinto, boceta, morango, Batman e Cicciolina. O primeiro volume da revista Nin refresca e cutuca o mercado editorial independente no Brasil. Com visual de revista gringa, subtítulo em inglês (naked for no reason) e tradução, também para o inglês, para todos os textos, a publicação criada por Letícia Gicovate e Alice Galeffi traz um pouco do que tem sido feito pelo mundo ao mesmo tempo que ambiciona levar para fora conteúdo nacional (e nu) de qualidade. “Este mês, lançamos a revista em Nova York. A ideia é mostrar que o erótico brasileiro não é só o Carnaval”, diz Alice.
Na capa da revista – cujo nome faz uma homenagem a Anaïs Nin e com periodicidade semestral – está Cicciolina. Símbolo da safadeza, a húngara de alma italiana fala sobre sucesso, as brigas com o ex-marido Jeff Koons e política, sempre se referindo a si mesma como grande estrela. “A mistura da personagem com sua dona, Ilona, é bem maluca, assim como contradições de seu discurso. E, olha, ela quase enlouqueceu a gente com tanto e-mail”, conta Letícia. A revista traz ainda um texto de Ronaldo Lemos sobre sexo e desigualdade, um ensaio da fotógrafa Barbara Nitke feito nos bastidores de filmes pornô, dentre outros conteúdos chiques e picantes entregues de forma colaborativa.
Vai lá: Revista Nin, editora Guarda-Chuva, R$ 50 em livrarias como Travessa, Cultura e Blooks. E em editoraguardachuva.com.br

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