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Depois de uma grande reforma, a arquiteta Renata Pedrosa celebra a rotina no apartamento que é moradia e escritório ao mesmo tempo
O novo apartamento da arquiteta Renata Pedrosa, 30 anos, demorou a ser finalmente um lar. “Não sei se é porque eu nunca tinha me mudado antes. Passei a vida toda na casa dos meus pais. Literalmente nasci lá, no quarto da minha mãe”, revela a proprietária do Sub Estúdio, escritório de arquitetura que toca com as sócias Izabela e Julia, amigas da faculdade, há quatro anos.
Sentir-se em casa foi parte de um longo processo, ou melhor, projeto: o apartamento duplex de 240 metros quadrados na praça da República, em São Paulo, só começou a ter mesmo a cara de Renata após a reforma, que durou um ano. “A gente trocou piso, pilar; mudou a cozinha, a lavanderia. Não sobrou nada”, explica.
Quer dizer, quase nada. Ela preservou os caixilhos de ferro das janelas – que eram da construção original do edifício Eiffel, desenhado por Oscar Niemeyer – e uma viga invertida, que antes dividia dois dos quatro quartos e na mudança virou suporte para a mesa do escritório. “O apartamento já era muito grande e eu moro sozinha. A primeira coisa em que pensei foi como gostaria de ver a minha casa, sem ter de escutar um cliente”, diz Renata. Entre as tantas residências que já projetou, a sua é uma das que mais gosta – especialmente a cozinha. “Adoro receber. A primeira coisa que mudei foi a cozinha. Preferia uma aberta para a sala, onde pudesse cozinhar e também ficar com meus amigos.”
O resultado é um apartamento iluminado e com espaço suficiente tanto para a vida de Renata como para o escritório, que funciona lá. Há também lugar sobrando para personalizar o lar com decoração, mas a arquiteta optou pela economia nos detalhes. “Em parte, porque não tive como investir. Não tenho dinheiro para sair decorando um apê de 240 metros”, justifica. E aconselha, um ano e meio depois de ter mudado e se adaptado ao novo lar: “É muito gostoso sentir sua casa aos poucos, não precisa chegar e ter tudo pronto”.
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