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Ela é responsável pela produção de filmes como Cidade de Deus e Blindness – Ensaio sobre a Cegueira. Aos 45 anos, Bel Berlinck trocou, por quatro dias, sua sala na O2 Filmes para viver a rotina dos índios na Reserva do Xingu

“Saímos de São Paulo – eu e uma equipe da O2 – em direção a Goiânia. De lá pegamos um aviãozinho até o Posto Leonardo, no Xingu. No caminho, às 9h, a vista aérea da aldeia Yawalapiti, que visitamos para conhecer a preparação do quarup – festa anual em homenagem aos mortos importantes. O almoço local, às 12h, teve biju – uma panqueca de farinha de mandioca – e peixe moqueado [feito na brasa com sal de uma planta e pimenta moída]. Às 15h, um passeio de barco pelos rios Coluene e Xingu. Como os índios, tomamos banho lá mesmo. A melhor parte da viagem, que serviu como pesquisa para um novo filme, foi viver a rotina sem pressa da aldeia. Senti falta mesmo da minha cama – apesar de a oca ser fresquinha, dormir na rede é muito desconfortável.”
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