Pipi, o neto do Piazzola
Nada de bandoneón! Ele é líder de um sexteto incrível de jazz, vem conhecer!
Da esquerda para a direita, eu, Pipi, Eric Dawidson (câmera) e Pájaro (assistente) / Créditos: Transeunte
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Pipi Piazzola é neto do Astor Piazzola que o mundo inteiro conhece, compositor e bandoneonista que tocou com Carlos Gardel e autor do que, pra mim, é o tango mais emocionante ever: Adios Nonino. Não raro foi a música escolhida pela ex-plebeia argentina Máxima Zorreguieta para que tocasse no seu casamento com o príncipe da Holanda, em 2002.
*Nota que poderia ter sido de rodapé mas não foi: admiro essa mulher porque ela conseguiu segurar o choro e a maquiagem – escorreram apenas umas três lagriminhas! Fosse eu, tinha aberto o berreiro. Tô aos prantos só de procurar o link e escutar um pedacinho da música…
Voltando ao Pipi, ele seguiu os passos do avô e do pai (pianista) e também é músico. Quer dizer, ele é um dos bateristas mais reconhecidos do país e líder do sexteto de jazz/tango/fusion Escalandrum ao lado de Damián Fogiel, Nicolás Guerschberg, Gustavo Musso, Martín Pantyer e Mariano Sivori.
A banda, que nasceu em 1999 da necessidade de formar um grupo capaz de aliar o jazz contemporâneo ao sabor da música argentina, foi batizada assim por causa do “escalandrún”, um tubarãozinho que o Pipi costumava pescar com o pai e o avô e “drum”, que significa “tambor” e “bateria”, em inglês.
Pois bem, há duas semanas eles foram os grandes vencedores do Prêmio Carlos Gardel. O que é isso? Oras, é a festa que celebra a criação e interpretação musical aqui na Argentina e que rendeu três estatuetas para o sexteto nos quesitos melhor álbum de jazz, produção do ano e álbum do ano para o disco “Piazzola plays Piazzola”. Aliás, o mesmo CD rendeu indicação pro último Latin Grammy.
Bom, tudo isso é pra contar que eu entrevistei o Pipi Piazzola pra Revista Itaú Personnalité que tá rolando agora. Numa tarde de sol de outubro invadimos a casa dele no bairro de Coghlan, en Buenos Aires, e o resultado é esse vídeo que inclui ensaio da banda, histórias familiares e a razão pela qual ele nunca tocou bandoneón – o instrumento que consagrou o avô mundo afora. Play!
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