Noite branca

Nova York é uma cidade ótima. Mas apenas entre 2 de janeiro e 30 de dezembro. Fora isso, esqueça. Claro que para visitantes, passar o ano novo aqui deve ser maravilhoso, pois a cidade se basta. Para quem mora aqui, meu deus, que horror. Ninguém veste branco. Só se vê gente escondida debaixo de cachecol. O frio corta. As festas começam às 10 da noite e acabam praticamente à meia-noite e quinze. A galera fala “Happy New Year” e vai nanar.
Mas sempre há aqueles que adoram roubadas. Ai sim, essa turma tem endereço certo: a Times Square. É lá que o prefeito faz a contagem regressiva, a New Year’s Eve Ball, uma bola toda iluminada, baixar na virada do ano (note que o prefeito de Nova York fica na cidade ao contrário de um certo prefeito carioca que sai do Rio inexplicavelmente no dia do réveillon). Até aí tudo bem. Mas para ver a tal bolota, a rapaziada tem que chegar cerca de seis horas antes. Acotovelam-se, plantam-se e prendem o xixi, num agradável clima de zero grau. Isso só pode ser “pagação” de promessa. Ou de mico.
De qualquer forma, ano-novo é ano-novo, e aqui estou pra agradecer a todos que acompanharam este blog, e enviaram mensagens sempre tão carinhosas. E, sobretudo, mandar um beijo na bochecha dos meus três Trip Boys – Edmundo, Endrigo e Ricardo -, que fizeram este espaço acontecer (apesar de não terem me chamado para o ensaio de fotos das funcionárias de biquíni). Um super réveillon pra todo mundo – de preferência de branco e com o pé na areia – e a gente se vê, ou se lê, em 2007. Tintim!
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