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Uma mulher procura um psicanalista sem saber por quê. Após três anos em cartaz, a peça Divã vira filme. Estrela da peça e do longa, a atriz Lilia Cabral escreve sobre a transição dos palcos para as telas de cinema
Quando li o livro Divã, de Martha Medeiros, logo percebi seu potencial para um espetáculo. Jamais pensei que seria o sucesso que foi. O reconhecimento do público veio rápido e o da crítica especializada também. Um dia, um desses críticos me disse que eu deveria mostrar um outro lado meu, um lado mais dramático, mais intenso. Que se eu produzisse um clássico o público teria a oportunidade de ver uma atriz completa. Nesse meio tempo filmei Divã. Continuava, sempre que podia, pensando qual clássico produziria. A primeira cópia do longa ficou pronta e lá fui eu assistir na sala de edição. Quando o filme acabou eu estava aos prantos, assim como todos que assistiram. É um filme simples, contando a vida de uma mulher comum e feliz. O drama e a comédia andam juntos – tristes e felizes – e, num só dia, passamos por tantos sentimentos que fica difícil qualificar a dimensão. Estou muito feliz com o Divã, mas nada impede que amanhã me chamem pra fazer um filme que eu fique com a cabeça enterrada na areia, feliz da vida também. A gente escolhe, a vida te leva, e os conselhos a gente esquece.
Vai lá:
Divã, de José Alvarenga. Estreia em 17 de abril
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