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Era uma vez dois caipiras de óculos. No fim de 2005, os chapinhas ianques arrendaram uma gleba .com. Plantaram um macete pra levar pipoca ao teclado de seus clientes e pra troca de vídeos via internet. A gleba virou sítio. O sítio, cevado pelo esterco que mais rende nesse mundinho a cabo, informação, acabou numa fazenda, chamada Youtube. E daí que você, eu e todo mundo passamos a torrar um sem número de minutos exercitando o ócio com divertidos filminhos. Pois então, lá pro meio do ano passado, uma moça e uma sunga chamaram areia, mar e céu de quatro paredes e lambuzaram seu amor com algas… Alguém filmou. Esse alguém jogou as paredes, o amor e as algas no Youtube. Deu zebra… A moça e a sunga reclamaram. A Justiça mocajuba fez cumprir a lei. Mandou brasa na salivação alheia. Tirou do ar a fazenda. Consta que desde ontem, pelo menos cinco milhões de brasileiros estão proibidos de ver não apenas a moça, a sunga e as algas, mas toda sorte de piadinhas, shows, animações e quejandos. Há muito choro, muito sofrimento no reino. Mas aí pintou o milagre. Um desses Merlins da tecnologia, consultado pela gentalha nacional, ensinou uma poção pra quebrar o feitiço da sunga. Ele picou uma trilha de volta à fazendinha… Mas como a gente tem medo do rei e da grande boca da vovózinha, pedimos que você não clique aqui e não descubra um jeito mole de voltar a tirar leite da fazenda Youtube…
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