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O pé de amora aí da foto está próxima ao cruzamento das ruas Fitz Roy e Costa Rica, em Palermo. Há uma semana eu passei por ele com meus amigos pindamonhagabenses e eis que nos vimos perante um dilema: ele estava carregado de amoras maduras. Porém os galhos eram altos demais.
Nisso passou um filme pela minha cabeça e eu lembrei de quando era criança e comia amora direto do pé no sítio do meu tio-avô em São Roque (interior de São Paulo). Se eu fosse tão prática, destemida e descomplicada como nessa época, nós teríamos feito “pézinho” um pro outro, nos aproximado da copa da árvore e arrancado um galho.
Mas como somos adultos não fizemos nada disso, ficamos passivos à vontade de comer amora e eu, particular e resignadamente, assumi minha pequenez diante da natureza.

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