Dois anos de reforma. Esse foi o tempo que levou para a jornalista Tatiana Hamann Murat, 36 anos, transformar a casa de vila nos Jardins que havia ganhado dos pais. A amiga e arquiteta Beatriz Nachtergaele apresentou dois projetos: uma reforma simples, que mantinha o mesmo layout da casa, e outra radical, que incluía a escavação de subsolo para criação de um piso a mais – abaixo do nível da rua –, quebra das paredes e uma nova fundação. Tatiana respirou fundo e se jogou na opção mais ousada. Apesar dos contratempos da obra ela não se arrepende, mas aprendeu a lição: megarreforma, nunca mais!
Um ano após se mudar, ela casou com o arquiteto francês Damien Murat, que foi morar lá. “Ele escapou do perrengue da obra”, conta Tatiana. “A única coisa que fizemos foi a colocação de porcelanato na área molhada do banheiro, que era pintada com tinta e não funcionava direito.”
Laranja
A maioria dos móveis foi comprada em brechós, mas Tatiana herdou objetos da casa da mãe, como um banquinho Sergio Rodrigues. O subsolo, onde ficam a cozinha e a sala de TV, foi feito como uma piscina – impermeabilizado – e ganhou revestimento de ladrilho hidráulico, além de um mimo: aquecimento no piso, para ter um ambiente aconchegante no inverno. Em uma viagem a Paris, Tatiana se apaixonou por uma luminária laranja que acabou por quebrar o preto e branco do ambiente. Por causa dela, a casa começou a incorporar outros objetos do mesmo tom, como o sofá da Forma.
Com 115 metros quadrados, o lar dos Murat está ficando pequeno. Tatiana espera seu primeiro filho e decidiu iniciar esse novo capítulo da vida em outro endereço, mais amplo. O casal, a coleção de orquídeas e o gato Jack estão de mudança. Haverá reforma no apartamento? “Sim, mas uma reforma bem mais simples!”, garante.