por Nina Lemos
Tpm #90

E pensar que ainda teremos que aguentar as comemorações de um ano da morte do Michael!

 

Enquanto esta coluna era escrita, um caixão estava exposto em um estádio de Los Angeles. Atrações musicais e “pessoais”, como a família do moço que estava dentro do caixão, faziam discursos para um estádio lotado. A festa lembrava uma abertura de Olimpíada. Mas não. Era o velório de Michael Jackson. Com transmissão ao vivo de quase todas as TVs do mundo.

 

Ficamos tristes com a morte do Michael, claro, afinal todo mundo da Redação da Tpm já tentou dançar um Moonwalk. O cantor marcou nossa infância. E por isso mesmo o choque é tão grande. Como um velório vira um show? Isso não era para ser uma coisa íntima?

Claro que somos humanas e queremos saber sobre todos os fatos bizarros da vida do Michael. Isso nos desperta uma espécie de curiosidade mórbida.

Mas o massacre Michael é tão forte que até as suas músicas, muitas tão boas, já começam a nos cansar. Alguém ainda consegue ouvir “Billy Jean”? Alguém ainda consegue ver o clipe de “Thriller”? Dá até medo de que o trabalho do artista desapareça no meio de tanto excesso. E se a gente cansar para sempre do Michael e nunca mais conseguir ouvir uma música dele? Isso seria muito chato. Por isso, não entrevistaremos fãs do Michael, nem a Janet, nem a Latoya, nem ninguém. OK, eles também não iam querer dar entrevista para a gente, claro. Mas juramos que não vamos nem tentar. Fora que achamos um absurdo ver a carinha branca e assustada da única filha de Michael, Paris Michael Katherine, de 11 anos, estampada na capa de vários jornais do mundo, num momento tão frágil e íntimo. E pensar que ainda teremos que aguentar as comemorações de um ano da morte do Michael, dois anos, três. Ai, socorro. Isso não vai parar nunca!

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