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Maria Brigadeiro

Juliana Motter abriu um ateliê com mais de 40 receitas de brigadeiro

Maria Brigadeiro

Por Flora Paul

em 19 de fevereiro de 2009

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Depois de anos tentando explicar que fazia o doce por hobby, Juliana Motter abriu um ateliê com mais de 40 receitas de brigadeiro – do branco ao com flor de sal. Ao site da Tpm a doceira fala sobre como surgem ideias de mistura e dá dicas de lugares

Cozinha afetiva é aquele tipo de culinária que remete às comidinhas da sua infância, de tempos bons, ao sabor daquele prato que só a sua avó conseguia fazer. Influenciada por essa cozinha e, especialmente, pelos doces de tacho que sua avó doceira fazia, Juliana Motter é, hoje, dona de um fantástico ateliê de brigadeiros, o Maria Brigadeiro. Sim, você leu certo: um ateliê de brigadeiros, especializado em “brigadeiros gourmet para festas, eventos e crises agudas de TPM”, brinca ela, que tem mais de 40 receitas do doce, que vão do tradicional chocolate até invenções com wasabi ou funghi.

Formada em jornalismo e gastronomia, Juliana sempre se interessou em descobrir novos sabores, provar novas receitas. Chocólatra, como se autodenomina, desde pequena fazia seus próprios brigadeiros de panela. “Não gostava dos comprados, e aí minha mãe falava: ‘Se você não gosta, tem que aprender a fazer o seu!’, então com 6 anos me aventurei”, conta. Desde então, passou a fazê-los por hobby, anotando receitas novas. Na adolescência, sempre dava de presente em aniversários – e nas datas de TPMs de amigas: “É o doce da TPM. Eu quando estou na TPM como uma panela de brigadeiro até hoje, eu não consigo enjoar!”.

Depois de anos fazendo o doce por fazer, surgiu o Maria Brigadeiro. Com as receitas que juntou com os anos e a experiência de uma viciada no docinho, Juliana começou a ter ideias de como poderia inovar a receita: “Achava o brigadeiro subaproveitado. O brigadeiro é a nossa trufa, a trufa brasileira e, no entanto, ele é meio esquecido, a gente valoriza muito mais a receita da trufa, que é francesa, do que o brigadeiro, que é um doce nosso”. Além de procurar ingredientes bons, como chocolate belga, passou a se inspirar por eventos do dia a dia – depois de comer em um restaurante indiano, pensou em juntá-lo a especiarias como cardamomo e canela; em um jantar em comemoração aos 100 anos de imigração japonesa, teve a ideia de fazê-lo com wasabi e gergelim. “Eu gosto muito de criar as receitas”, conta. E fica sempre doce? “Ele fica doce mas com um contraste entre salgado e doce”, explica.

Para matar a curiosidade, é só marcar horário para ter atendimento personalizado no ateliê Maria Brigadeiro. Mas fica o alerta: se a intenção é enganar a dieta, apesar das diversas misturinhas, Juliana não tem nenhuma receita com frutas. “Acho que fruta é uma coisa mais saudável, então o brigadeiro tem que ser mais junkie!”

Pedimos para Juliana dicas de lugares que, para ela, remetem à cozinha afetiva.

1. Drosophyla
“Sou apaixonada pelo cardápio de lá, desenhado à mão e executado com doçura pela dona do lugar, uma mineira genial. Comidas de alma não faltam na sua cozinha. O queijo camembert quentinho com geleia é uma maldade.”

2. Churros da Mooca
“O lugar é minúsculo: as instalações se resumem a um tacho de cobre, óleo, muito óleo, e uma lâmpada precariamente pendurada sobre o fogão. O dono é um espanhol velhinho, que trouxe a receita do doce na bagagem há muito tempo. Não espere cascatas de doce de leite, ali a massa é em espiral e só leva açúcar e canela. O horário de funcionamento é incomum: só sextas e sábados, das 2h30 às 11h30! Numa madrugada fria de São Paulo nada melhor que um churro crocante e um café com leite ou chocolate quente. No cardápio (imaginário) só existem essas duas bebidas.”

3. Padaria São Domingos
“Frequento essa padaria italiana desde criança, é uma delícia chegar lá no sábado, fim de tarde, e sentir aquele aroma quente de pão italiano assando. Sempre que vou compro pão, muitos antepastos e um bom pedaço de grana padano. Chego em casa, abro um vinho e como tudo, bem feliz.”

Vai lá:
Ateliê Maria Brigadeiro
Visitas com hora marcada
Tel.: (11) 3085-3687 / 8381-6440
www.mariabrigadeiro.com.br

Drosophyla
R. Pedro Taques, 80, Consolação, São Paulo, SP
De segunda a quarta, das 18h à 1h
De quinta a sábado, das 20h às 2h
Tel.: (11) 3120-5535

Churros da Mooca
R. Dona Ana Néri, 282, Mooca, São Paulo, SP
Sábados, domingos e feriados, das 2h30 às 11h30

Padaria São Domingos
R. São Domingos, 330, Bela Vista, São Paulo, SP
De segunda a sábado, das 7h às 20h
Domingo, das 7h às 15h
Tel.: (11) 6854-6094

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