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por MARIANA LIMA*
A Paixão Segundo G.H., de Clarice Lispector, arrancou o chão dos meus pés, revirou meu estômago e me fez entrar em contato com outras dimensões da existência. O livro tem uma poética tão inesperada, linda e revolta que dá vontade de ser escritora, de reviver a experiência dela, de ser o outro. A vida me levou a conhecer o autor e diretor de teatro Fauzi Arap, que fez uma adaptação da Paixão. Pois nós, eu, o Enrique Diaz e o Fauzi, transpusemos o livro para a cena. Foi muito intenso e belo. Acho a leitura dos livros de Clarice muito difícil, perigosa e, finalmente, recompensadora.
* Mariana Lima, 34, é atriz. Em 2002, a peça A Paixão Segundo G.H., onde ela interpretava o próprio G.H., foi sucesso de bilheteria no Rio e em São Paulo. Interpretou Vera, em Árido Movie, de Lírio Ferreira, e estréia a peça Gaivota, em Bruxelas e depois em São Paulo
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