No dia a dia, a atriz Hermila Guedes prefere não arriscar no visual, mas, com seus personagens adora se transformar
Hermila Guedes passou a adolescência recusando um banho de piscina. Mesmo no calor de Cabrobó, sertão de Pernambuco, onde cresceu, se o convite incluía um mergulho, ela nem saía de casa. “Não molhava o cabelo por nada”, conta. “Como é fino e crespo, eu fazia escova todo dia. Ele sempre me incomodou”, explica. Aos 32 anos, ela diz que a preocupação com os fios continua, mas hoje em dia “o prazer vale mais do que a beleza”. E é com essa máxima que ela lida com a vaidade. “Quando estou sorrindo fico muito mais bonita, então o lado estético nem conta tanto. Mas claro que um blush sempre dá uma ajudinha”, brinca. Com dois filmes previstos para estrear em 2013, ela, que hoje vive em Olinda, sofre quando assiste a seus trabalhos na telona. Detalhista, percebe cada manchinha e fio fora do lugar – literalmente. “Em uma cena do Era uma vez eu, Verônica [longa de Marcelo Gomes, em que foi protagonista], percebi minha sobrancelha assanhada, meio despenteada. Só fiquei pensando nisso e em por que ninguém me avisou”, lembra. Mas ela confessa que esses momentos também servem para deixá-la mais atenta a seu corpo. “Fico mais disciplinada e com vontade de me cuidar. Nada melhor do que envelhecer bem”, encerra.
Qual a sua principal preocupação de beleza? A minha pele. Quando viajo, ela sente muito rápido as mudanças de clima. Então fica com manchas, resseca e não dá para usar maquiagem. Depois que passei a comprar produtos específicos, vi que melhora. Antes nem ligava pra isso.
Como lida com as mudanças de visual recorrentes na profissão? No dia a dia, não gosto de mudar. Se sei que um corte de cabelo fica bom, não mudo, nem se sair de moda. Com as personagens é diferente. Ali são os medos, as questões e as vaidades delas. Adoro mudar a cor, usar outra maquiagem. É uma liberdade.
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