por Redação
Tpm #67

Enquanto os filhos saem pela tangente, os pais não têm opção. A barriga cresce, a responsabilidade é inevitável e não adianta colocar a culpa no sobrenatural

 
Dizem os pastores do rebanho de Deus que os embriões a Ele pertencem, se houve uma fe­cundação foi porque Ele assim o quis. Por­tan­to uma vida pouco deveria aos pais, que apenas re­pro­duziriam conforme os desígnios do criador. Nessa ló­gica não precisamos perguntar em nome do que re­sol­vemos cometer esse ato tresloucado de gerar ou­tro ser humano. Pena que ele vai ser mais à imagem e semelhança das nossas tentativas de acertar e das ine­vitáveis trapalhadas do que do Criador.

Nos debates sobre a legalização do aborto, além dos dilemas éticos sobre quando começa a vida, e quem tem direito sobre ela, fica omitido um fato: não con­seguimos realmente dar vida a um filho que não de­sejamos. Somos pouco magnânimos, incapazes de um amor que não nos venha a calhar. Queiramos ou não, é assim que as coisas acontecem.

“Eu não pedi para nascer!”, dizem os adolescen­tes, quando os pais ficam querendo se demitir do trabalho que eles dão. Às vezes é preciso lembrá-los da res­ponsabilidade que contraíram. A educação de um fi­lho não acaba quando a criancinha mimosa dá lugar ao cara chato, volumoso e argumentativo em que to­dos os filhos se transformam.

Por outro lado, crescemos quando descobrimos que é inútil colocar nos outros a razão de todas as nos­sas mazelas e nos dispomos a assumir a autoria de nossos feitos, os direitos e os avessos. É aí que nos ha­bilitamos a ser pais, pois como é que vamos cuidar de alguém enquanto nem de nós nos incumbíamos?

Ser pai ou mãe é uma missão quase impossível, que requer todos os recursos, inclusive aqueles que des­conhecíamos que tínhamos. Nos cabe ensinar o que não sabemos, proteger quando nos sentimos de­­sam­parados e amar prevendo uma separação. Sim­­ples assim. Não é tarefa para se entrar de cos­tas, por isso um filho francamente indesejado ou totalmente inoportuno será abandonado, negligenciado ou en­lou­que­cido.


Bem-vindos

O desejo por um filho não é de um jeito só, ele pode ter inúmeras conjugações, e todas elas funcio­nam de alguma maneira. Há ocasiões em que nasce alguém que chega cedo demais ou tarde demais, que é fruto de uma relação muito jovem ou que já aca­bou, conseqüência da vontade de um, mas não do ou­tro, enfim, variações que demonstram que querer um fi­lho é algo que pode ser escrito por linhas tortas e em geral o é. O que essas histórias têm em co­mum é que al­guém envolvido no acontecimento de uma gra­videz, de alguma forma, está disposto a ban­cá-la. Mas não é sempre assim, por outras vezes des­­cortina-se a previsão de um pesadelo, um sentimento de portar um Alien, que destruirá a vida da mu­lher ou do casal, invadidos por um fato que não têm condições de sustentar. Nesses casos, o aborto é um direito de interrupção de algo que adoeceria a todos os envolvidos. Quando há escolha, torna-se mais responsável a re­lação com cada gestação mantida. Filhos assim nascidos podem não ser divinos, mas ainda são maravilhosos!

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