Primeiro você tem um bebê fofo, que orgulhosamente leva para passear em parques e praças. Nesses locais você logo percebe, não sem alguma estranheza, que apesar de seu bebê provocar sorrisos e uma ou outra abordagem de algum passante, quem está fazendo o maior sucesso e se socializando de verdade por ali são… os donos de cachorro! Acha meio bizarro aquelas pessoas conversando animadamente sobre seus cães, trocando dicas e casinhos sobre eles como se fossem bebês?
Era só o que faltava
Mais cedo ou mais tarde você vai ceder ao apelo de seus filhos e adotar um cãozinho
Créditos: Sabrina Barrios
em 10 de setembro de 2010
Mas aí o tempo passa, o seu bebê fofo cresce e, mais cedo ou mais tarde, vem o pedido infalível: “Mãe, eu quero um cachorro”. Depois de algum tempo de relutância, você acaba cedendo ao apelo e – para ser coerente com seus valores veganos – adota uma vira-latinha simpática.
Só aí você percebe que, assim como o nascimento de um bebê, a chegada de um cão catapulta a pessoa para um universo paralelo, onde tudo aquilo que antes parecia bizarro – beirando o ridículo – de repente ganha um novo significado e começa a fazer sentido.
Faça o teste pra ver se esse momento já chegou pra você:
– Você usa voz de bebê com seu cão e de vez em quando se vê falando com ele “vem cá na mamãe”?
– Já comprou pelo menos um desses itens para seu animal: brinquedo, roupinha, cobertorzinho ou sapatinho?
– Consegue conversar mais de 5 minutos sobre técnicas de castração ou diferenças entre rações?
– Troca de canal quando aparece a Supernanny, mas não perde um episódio de Cesar Millan, o Encantador de Cães?
O mundo está perdido mesmo, amiga. O próximo passo é dar um sorriso leve para os bebês que passam na pracinha ao seu lado, e fazer a maior festa quando um rabinho peludo abana pra você.
*Juliana Sampaio e Laura Guimarães, autoras do Mothern- Manual da mãe Moderna
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